Brasileirão canta músicas de Chico Buarque e Edu Lobo

Brasileirão canta músicas de Chico Buarque e Edu Lobo

O Vocal Brasileirão, grupo do Conservatório de Música Popular Brasileira, faz show em homenagem aos compositores Chico Buarque e Edu Lobo. O show será neste sábado (7), às 20h e domingo (8), às 19h, no Teatro Paiol, com ingressos a R$10.

Nesta apresentação, o grupo visita obras de dois grandes compositores da MPB. No repertório, composições de Chico Buarque, como “Pelas tabelas” e de Edu Lobo, como “A bela e a fera”. Também serão apresentadas canções de parcerias dos dois músicos com outros nomes, como Paulo César Pinheiro e Joyce. Os arranjos são de Vicente Ribeiro e Reginaldo Nascimento.

A apresentação comemora o aniversário de 15 anos do Conservatório de MPB, a serem completados no dia 7 de julho. Além do bolo de parabéns, o Brasileirão terá a participação especial da cantora Ana Cascardo, professora do Conservatório e ex-integrante do Vocal.

O vocal, atualmente na direção de Vicente Ribeiro, dedica-se à pesquisa de uma estética popular para a música vocal, tendo como matéria-prima a música brasileira. O repertório conta hoje com mais 60 canções. O grupo foi criado em 1994, pelo maestro Marcos Leite (1953-2002), que o dirigiu até 2001. O vocal é formado por 11 cantores – cinco mulheres e seis homens – e conta com o apoio de um trio de instrumentistas.

Cantora Ana Cascardo iniciou a carreira artística na década de 1980. Dos 11 aos 19 anos, ela e os irmãos animavam bailes e bares de Itajubá, no sul de Minas Gerais. Em 1985, Ana iniciou os estudos de teoria musical com a pianista Heloísa Feichas. Em 1993, veio morar em Curitiba e continuou a estudar canto. Participou de oficinas com Elza Soares e grandes nomes da música brasileira, em várias edições da Oficina de Música de Curitiba. Depois, entrou no grupo Vocal Brasileirão, do Conservatório de MPB, onde começou a lecionar.

Em 1995, Ana Cascardo ficou em primeiro lugar no Festival de Intérpretes do Sesc da Esquina. Em 1998 e 1999, foi indicada como melhor cantora. Em 2000, ganhou o prêmio de melhor intérprete no Festival Estação da Canção e, em 2005, foi semi-finalista do Prêmio Visa. Também participou de diversos CDs de compositores e intérpretes paranaenses.

Em 2006 lançou seu primeiro CD solo “Esta Noite Vai Ter Sol”, no qual interpreta compositores paranaenses e nomes da música nacional, como Joyce, Paulo César Pinheiro, Guinga e Gilberto Gil, entre outros. A gravação tem arranjos e direção musical de Sérgio Santos e participação de André Mehmari, Teco Cardoso, Rodolfo Stroeter, Guelo e Chico Pinheiro.

Serviço
Vocal Brasileirão canta Chico Buarque e Edu Lobo
Data: 7 de julho, às 20h, e 8 de julho, às 19h
Local: Teatro Paiol – Praça Guido Viaro, s/n
Informações: 3321-1341
Ingressos: R$10 (ou R$5 mais um quilo de alimento)

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Câmara aprova projeto que exige fisioterapeuta em CTI em tempo integral

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (4) o Projeto de Lei 1985/19, da deputada Margarete Coelho (PP-PI), que disciplina a permanência de fisioterapeutas em Centros de Terapia Intensiva (CTIs) adulto, pediátrico e neonatal. A matéria será enviada ao Senado.

Em seguida, a sessão da Câmara foi encerrada.

O texto foi aprovado na forma de um substitutivo da deputada Aline Sleutjes (PSL-PR), cujo relatório foi lido em Plenário pela deputada Maria Rosas (Republicanos-SP).

A única mudança no texto retira a quantidade mínima de profissionais, que era de um para cada dez leitos. Entretanto, continua a determinação de que a presença do fisioterapeuta deverá ser ininterrupta, nos turnos matutino, vespertino e noturno, perfazendo um total de 24 horas.

A disponibilidade em tempo integral para assistência aos pacientes internados nesses centros de terapia intensiva deverá ser durante o horário em que o fisioterapeuta estiver escalado para atuar nesses locais.

“Pelo grau de importância do fisioterapeuta para o restabelecimento das pessoas internadas, a presença constante desse profissional é essencial, pois ele reduz o número de dias de internação, ainda mais nessa época de Covid-19”, afirmou a autora da proposta.

Próximas votações
Os deputados voltam a se reunir em sessão deliberativa virtual na próxima terça-feira (9), às 13h55, com pauta a ser divulgada após reunião de líderes a ser realizada às 10h30 desta sexta-feira (5).

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Câmara dá prioridade para mãe chefe de família no auxílio emergencial

Texto vai agora para análise do Senado

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (2) projeto de lei que dá prioridade de recebimento do auxílio emergencial às mães chefes de família, quando o pai também informa ser o responsável pelos dependentes. A matéria segue para análise do Senado. As informações são da Agência Brasil.

Pelo texto aprovado, caso haja conflito entre as informações prestadas pela mãe e pelo pai, a preferência de recebimento das duas cotas de R$ 600 será da mãe, ainda que sua autodeclaração na plataforma digital tenha ocorrido depois daquela feita pelo pai.

“Apenas 3,6% das famílias brasileiras tinham uma configuração com homem sem cônjuge e com filho, segundo o IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística], e mais de 80% das crianças no Brasil têm como primeiro responsável uma mulher”, afirmou a relatora do projeto, deputada Professora Dorinha (DEM-TO).

O projeto determina que o homem com a guarda unilateral, ou que seja responsável, de fato, pela criação, poderá questionar as informações da mãe de seus filhos na mesma plataforma e receber uma das cotas de R$ 600 até que a situação seja esclarecida pelo órgão competente.

“O machismo que as mulheres já sofrem cotidianamente na nossa sociedade vemos novamente expresso quando maridos, que nunca se responsabilizaram pelo cuidado dos filhos, agora requerem o auxílio emergencial em nome da família. Trinta milhões de famílias brasileiras são chefiadas por mulheres e 56% são famílias pobres”, disse uma das autoras da proposta, a deputada Fernanda Melchiona (PSOL-RS). 

Após várias denúncias de mulheres que enfrentaram problemas para receber o benefício após uso indevido do CPF dos filhos pelos pais, o trecho que permitia o recebimento do valor em dobro foi vetado pelo presidente Jair Bolsonaro. No entanto, a proposta resgata a possibilidade de concessão do benefício aos pais, com a prioridade para a mãe chefe de família. 

“Muitas mulheres brasileiras de baixa renda enfrentam ainda a violência patrimonial perpetrada por homens sem escrúpulos que, indevidamente, utilizaram e utilizam os CPFs dos filhos menores, que são criados unicamente pelas mães, para acessarem o auxílio emergencial. Isso tem causado enormes prejuízos para essas batalhadoras, além de colocar em risco a sua segurança alimentar e a dos seus dependentes”, afirmou Professora Dorinha.

Duas cotas

O auxílio emergencial foi criado para amenizar os efeitos das medidas de distanciamento e isolamento social necessárias para o enfrentamento da rápida propagação da covid-19. A iniciativa destina o auxílio emergencial de R$ 1,2 mil para mães chefes de família pelo período de três meses.

O texto também determina que a Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência – Ligue 180 crie uma opção específica de atendimento para denúncias de violência e dano patrimonial para os casos em que a mulher tiver o auxílio emergencial subtraído, retido ou recebido indevidamente por outra pessoa.

No caso de pagamentos indevidos do benefício emergencial ou realizados em duplicidade por informações falsas, os responsáveis deverão ressarcir os valores recebidos indevidamente ao Poder Público.

*Texto alterado às 21h53 para corrigir os nomes das deputadas.