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Bebendo da própria cicuta

6 de março de 2015
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Bebendo da própria cicuta

O advogado Juliano Tetto recebeu uma notificação na OAB dando conta de que seu ex contratante, a Federação Paranaense de Futebol, não aceitou passivamente a quebra do código de conduta da advocacia e postula uma penalidade para ele por advogar contra seu cliente – a própria FPF.

É um princípio basilar da OAB, já que Tetto era o advogado desde 2008 da FPF e somente insurgiu-se quando sua pretensão de ser o candidato a sucessão de Helio Cury não foi atendida pelos clubes desportivos e principalmente por Mario Celso Petraglia, mentor da chapa de Ricardo Gomyde, um coxa branca que está servindo aos interesses do “Senhor da Arena”.

Tetto está na chapa de Ricardo Gomyde e ajuizou ações contra a FPF dias após renunciar às procurações e ações judiciais da mesa, como no caso dos cronistas esportivos e contra o regulamento de competição e Estatuto da federação esportiva, que ele próprio redigiu e registrou no Cartório de Documentos de Curitiba, entre outras ações de escaramuça jurídica contra seu contratante.

Espião português
Juliano Tetto contratou o jornalista Adriano Rattmann e sua empresa para auxiliar na ação de comunicação da chapa de Ricardo Gomyde e de sua candidatura, além de tentar mostrá-lo como jurista de renome. Na última terça enviou dois jovens advogados (João Gusi e Saulo Karvat) para tentar constranger e irritar a Helio Cury em sua loja de materiais esportivos em Curitiba. O resultado foi uma ação orquestrada que foi parar no Youtube pelas mãos de Rattmann e rendeu uma liminar do juiz Maurício Doutor, ao fim do dia, proibindo a divulgação do vídeo ilegal e ainda multa para quem divulgar o link de 1 mil mil reais por dia de desobediência.

Sofrível
E desde a reunião, na segunda, dos clubes de futebol na sede da CBF, quando Ricardo Gomyde foi fotografado no site da entidade na cadeira atrás de Mario Celso Petraglia, em clara posição de subordinação ao todo-poderoo, que ele não fala mais à imprensa. O ventríloquo da chapa é o advogado Juliano Tetto, já que os prazos da eleição da FPF estão correndo desde a publicação do edital da eleição em 21 de março.

A cláusula Moacir Peralta (chamada assim para impedir que qualquer um possa ser candidato sem ter o apoio de clubes de futebol, já que o ex dirigente da CBF e de Onaireves Moura, foi candidato a presidente em 2008 sem receber um voto sequer na FPF) foi introduzida no Estatuto da Federação Paranaense de Futebol e exige que o mínimo de 30 clubes e associações esportivas subscrevam a chapa concorrente.

Tetto diz que é ilegal a cláusula de barreira e pretende ir à Justiça contra ela, mas ele esquece que foi o redator e o advogado que registrou o novo Estatuto da Federação.

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