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Avião cruza sob ponte e faz pouso emergencial

Polícia  
 
Avião cruza sob ponte e faz pouso emergencial

Aeronave afundou no Rio Paraná pouco depois da tripulação abandoná-la

Gilberto Vidal
Fotos:Roger Meireles

Uma pane no avião monomotor prefixo PT-NIQ obrigou o piloto Heitor Martins Júnior a fazer um pouso de emergência no Rio Paraná, na manhã de ontem. A aeronave, que chegou a voar rasante sob a Ponte Internacional da Amizade, afundou pouco depois de o comandante e os três passageiros  pularem na água. Toda a tripulação foi resgatada ilesa por pescadores que estavam na barranca do rio e testemunharam o incidente.

O avião decolou do aeródromo, da Estância Hércules, no Porto Belo, por volta das 9h40 com destino a Ourinhos (SP). O monomotor ainda ganhava altura quando o piloto percebeu a pane. “Trintas segundos após a decolagem, houve uma perda parcial de potência e uma falha no motor, que nos impediram de  continuar o vôo”, explicou Júnior.

Dezessete anos de pilotagem ajudaram o comandante tomar todos os procedimentos de segurança para evitar que o avião despencasse ou batesse, por exemplo, nas linhas de transmissão de energia elétrica existentes na região do Porto Belo.

A alternativa do piloto foi tentar o pouso forçado no vale do Rio Paraná. Segundo Júnior, o monomotor voou rasante sob a Ponte da Amizade, tocou a superfície do rio e parou a pouco mais de cinco quilômetros do local da decolagem, na região da Favela da Marinha.

“Enquanto fazia o procedimento (de pouso emergencial), eu dava orientação aos passageiros (a esposa dele e um casal de amigos). As portas foram destravadas (para facilitar a saída) e os cintos de segurança passados como indicam as normas (de segurança)”, explicou.

Saída

A aeronave parou a menos de dois quilômetros da Ponte da Amizade. A tripulação deixou o monomotor, ficou sobre as asas e pulou na água. O grupo nadou para sair de perto do avião, que afundou em poucos minutos.

O funileiro Geomar dos Santos, 30, pescava na barranca do Rio Paraná quando viu a aeronave perder altura e planar na água. “Ele (monomotor) veio batendo (na água) e logo parou”, contou.
Santos usou um telefone celular para acionar o Corpo de Bombeiros. “Primeiro, eles (plantonistas) acharam que fosse trote. Avisei um amigo, larguei o telefone (na barranca) e nadei em direção às vítimas para ajudá-las. Resgatei a que estava em maior dificuldade e a trouxe até a margem. Foi um susto tremendo, mas todos sobreviveram, graças a Deus”, narrou.

Operação

Bombeiros e mergulhadores passaram o domingo inteiro na água para localizar o ponto exato em que o avião afundou. Por volta das 18h, eles encontraram o monomotor a oito metros de profundidade.

Os profissionais usaram cordas e inflaram câmeras de pneus de caminhão na tentativa de içar a aeronave e trazê-la à superfície. A operação foi suspensa perto das 20h30 por causa da escuridão e para garantir a segurança dos mergulhadores.

“À noite uma operação como esta é muito arriscada. Então, o trabalho fica suspenso agora, mas vamos retomá-lo amanhã (hoje) cedo”, justificou um mergulhador. Policiais militares vigiaram a barranca do Paranazão durante a ação dos bombeiros. (Colaborou Roger Meireles)

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