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Aumenta a variedade e a quantidade de borboletas no Parque das Aves durante a primavera e o verão

10 de novembro de 2019
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A primavera e o verão são as estações mais coloridas no Parque das Aves, e o Borboletário do atrativo fica ainda mais cheio de vida. Esse é um dos recintos que mais encanta os visitantes no local e nessas estações em que a luminosidade é maior e as flores e frutos surgem, a quantidade de borboletas aumenta muito.

Localizado dentro do atrativo, vale muito a pena dar uma pausa na trilha e passar algum tempo no Borboletário se divertindo e aprendendo sobre seus habitantes. Abióloga Juliana Monetti conta que essa é a melhor época para ver as borboletas, pois durante o inverno elas passam mais tempo na forma de pupa e lagarta. Isso porque o processo de transformação é mais lento com as baixas temperaturas.

“No Parque das Aves chegamos a trabalhar com 41 espécies de borboletas durante todo o ano. Atualmente estamos com 24 espécies de borboletas aqui no Borboletário”, diz.

Na região em que o Parque está inserido existem mais de 800 tipos de borboletas, segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Todas desempenham um importante papel nos ecossistemas, atuando como
polinizadoras, fonte de alimento para animais maiores e indicadoras do bem-estar dos biomas.

Puro encantamento

John Leggatt, fundador e idealizador do Borboletário, conta que todos os anos os turistas ficam admirados com o quão colorido o Borboletário pode ser na primavera. “É impossível não gostar de um ambiente habitado por diversas espécies de borboletas, das mais variadas cores. Nosso Borboletário se tornou referência de ecoturismo e de educação ambiental, onde é possível conhecer o ciclo de vida das borboletas, o segredo por trás das cores das asas, táticas e estratégias de sobrevivência”, conta John.

Apesar de muitas vezes passar despercebida por conta do tamanho, os visitantes se encantam pela espécie conhecida como “oitenta-e-oito”, em referência ao padrão característico na parte inferior das asas posteriores. Outra espécie que enche os olhos é a Morpho, com um lindo degradê nas asas que vai do preto ao azul. Os visitantes aproveitam ainda para tirar foto com a Caligo, mais conhecida como borboleta-olho-de-coruja. E sempre é possível ver alguns beija-flores que habitam o Borboletário.

Função ambiental em risco

Mesmo com seu tamanho pequeno, as borboletas têm uma importância fundamental em um ecossistema. Além de sua beleza natural que agrada os olhos, esses pequenos animais polinizadores fazem parte da cadeia alimentar de pássaros e outros animais, e contribuem para a restauração do ecossistema.

“Os habitats das borboletas estão sendo destruídos em grande escala e agora os padrões de clima estão mudando de forma imprevisível, em resposta à poluição da atmosfera. Fatores como este contribuem para que várias espécies sejam extintas ou estejam ameaçadas de extinção”, conta Juliana.

As borboletas são insetos que existem em todos os continentes, exceto na Antártida, mas a maioria vive em regiões tropicais. Justamente por isso o Borboletário oferece uma experiência muito marcante, principalmente para estrangeiros que não estão acostumados a ver várias espécies de borboletas e beija-flores.

Educação ambiental

O trabalho desempenhado no Borboletário é muito minucioso. Ele começa com a coleta dos ovos colocados pelas borboletas que vivem no Borboletário, seu transporte para o laboratório e a manutenção em pequenos recipientes, que são identificados e observados diariamente. Quando a lagarta nasce, ela é movida para uma planta, da qual vai se alimentar para crescer e poder passar para a próxima fase, de crisálida, que consiste em um casulo. Em forma de crisálida a lagarta permanece por algum tempo, até se transformar em uma borboleta. Ao sair do casulo ela é transferida para integrar a população de borboletas do Borboletário.

“Nosso público é diverso e curioso para saber os hábitos e modos de vida das borboletas. Por isso preparamos uma área bastante rica de informações em que o visitante pode observar e aprender mais sobre elas”, conta Juliana.

 

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