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Argentinos vão embora, mas devem R$ 2,3 milhões em multas no Paraná

17 de julho de 2014
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Argentinos vão embora, mas devem R$ 2,3 mi em multas no Paraná

Empolgados com a final da Copa, milhares de argentinos vieram ao Brasil no último fim de semana, principalmente de carro. Mas, além do título, eles podem perder seus veículos, se não pagarem as multas de trânsito. De 3 de junho até quarta-feira da semana passada, dos 21 mil veículos estrangeiros (90% deles argentinos) que entraram por Foz do Iguaçu, 1.214 foram autuados nas estradas federais, o que pode render cerca de R$ 2,3 milhões em multas. Sem contar os 210 veículos brasileiros autuados em Foz do Iguaçu e as outras 2.998 multas aplicadas a veículos nacionais e estrangeiros (maioria) em outras localidades do Paraná. Porém, os números devem quase triplicar. As informações são CGN.

Segundo o inspetor Wilson Martinez, da Polícia Rodoviária Federal (PRF), estima-se que cerca de 51 mil veículos devem retornar aos seus países de origem (mais de 90% à Argentina) ao longo desta semana. Como o Paraná é a principal rota dos turistas, a PRF montou pontos de fiscalização nas principais estradas, para evitar que estrangeiros cometam novas infrações e saiam sem pagar as multas. Enquanto não forem pagas, o estrangeiro não pode tirar seu veículo do País.

O motorista e os passageiros são liberados para usar outra forma de transporte, mas o veículo fica retido. As taxas podem ser pagas em bancos e casas lotéricas. Se for noite ou fim de semana, os “hermanos” terão que esperar a abertura de um destes estabelecimentos para pagar o valor e seguir viagem. A Operação Retorno iniciou à 0h de ontem e vai até meia-noite de domingo. O balanço das infrações deve ser divulgado na semana que vem. Martinez explicou que haverá fiscalização nas BRs 116, 277, 369 e 163.

Infrações

As principais infrações (619) foram lavradas com base no Código de Trânsito Brasileiro. Martinez explicou que veículos sem condições de rodagem, com pneus carecas, sem cintos de segurança instalados, crianças sem a cadeirinha ou bebê conforto, foram barrados ainda na fronteira. Aqueles que tinham como resolver o problema no momento da abordagem policial foram multados mas continuaram viagem. Ele deu como exemplos, crianças entre 7 e 10 anos sentadas no banco da frente e passageiros sem cinto de segurança. Esses motoristas terão que pagar as multas para sair do Brasil com o veículo.

Houve também muitos casos de estrangeiros sem Carta Verde, seguro obrigatório para quem deseja circular com o seu veículo nos países do Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Venezuela). A Carta pode ser adquirida com seguradoras (que têm tabelas com pequena variação de uma para outra) e o custo depende do tempo que o estrangeiro deseja ficar no país visitante. Geralmente varia de R$ 48 (para três dias) a R$ 400 (para um mês).

Outras 805 multas foram aplicadas porque feriram a legislação nacional e os acordos internacionais de transporte de cargas, de passageiros e produtos perigosos. Houve casos, por exemplo, de querosene transportada com alimentos, como arroz e bolachas.

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