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André Vargas é solto em condicional

20 de outubro de 2018
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O ex-deputado federal André Vargas, que foi filiado ao PT, deixou a prisão na tarde desta sexta-feira (19) no Complexo Médico Penal (CMP), em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Vargas cumpriu três anos e meio de prisão, mais de um terço da pena a que foi condenado, e agora está em liberdade condicional por bom comportamento carcerário e por opter proposta de trabalho. André Vargas, que foi vice-presidente da Câmara Federal, recebeu uma pena de pouco mais de 13 anos e dez meses de prisão, pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Ele foi o primeiro político condenado em um processo decorrente da Operação Lava Jato. Com Lenise Aubrift Klenk, BandNews FM no Bem Paraná.

Em nota, as advogadas de Vargas, Nicole Trauczynski e Elisa Blasi, dizem que a liberdade é uma decisão judicial acertada, depois do cumprimento de todos os requisitos legais e inúmeras demandas judiciais resultantes de lacunas do sistema de execução penal. A decisão é da juíza Luciani de Lourdes Tesseroli Maronezi, da 2.ª Vara de Execuções Penais de Curitiba. (Veja a íntegra)

O ex-deputado foi condenado por ter recebido R$ 1,1 milhão de um esquema de repasse de recursos da agência de publicidade Borghi/Lowe, contratada pelo Ministério da Saúde e pela Caixa Econômica Federal. A ação penal estava relacionada à 11.ª fase da Lava Jato.

Em julho, André Vargas foi absolvido pelo Tribunal Regional Federal da 4.ª Região em outro processo, relacionado à compra de uma casa em Londrina, no Norte do Paraná, em 2011. De acordo com a Justiça, o ex-deputado já cumpriu 37% da pena a que foi condenado.

Entre as condições impostas para a liberdade condicional estão a de se apresentar a cada dois meses à Justiça; não se ausentar do município onde mora por mais de 15 dias, sem prévia autorização judicial; recolher-se diariamente até as 23h na casa onde mora; e manter uma ocupação lícita formal ou estudar.

Em dezembro de 2014, o mandato de André Vargas foi cassado pela Câmara dos Deputados. Os parlamentares decidiram retirar seu mandato pelo envolvimento em negócios com o doleiro Alberto Youssef, preso pela Polícia Federal na Lava Jato.

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