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AMÉRICA LATINA NO OLHO DO FURACÃO

Os governos de esquerda da América Latina representam uma resistência real ao imperialismo norte-americano no continente? O presidente Barack Obama vai atenuar os avanços imperialistas dos EUA no mundo? Esses são algumas das questões a serem levantadas na palestra “A luta anti-imperialista”, que será realizada hoje, terça-feira, dia 10, às 19h00, no campus de Foz do Iguaçu da Unioeste.

O tema será dissecado pelo advogado, vice-presidente da Casa da América Latina e secretário geral do Partido Comunista Brasileiro – PCB, Ivan Pinheiro, que vem a fronteira a convite do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná. O evento será realizado no mini-auditório da Universidade Estadual do Oeste do Paraná e a entrada é gratuita. Confira os detalhes da programação do seminário clicando no

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América Latina no olho do furacão

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Os governos de esquerda da América Latina representam uma resistência real ao imperialismo norte-americano no continente? O presidente Barack Obama vai atenuar os avanços imperialistas dos EUA no mundo? Esses são algumas das questões a serem levantadas na palestra “A luta anti-imperialista”, que será realizada hoje, terça-feira, dia 10, às 19h00, no campus de Foz do Iguaçu da Unioeste.

O tema será dissecado pelo advogado, vice-presidente da Casa da América Latina e secretário geral do Partido Comunista Brasileiro – PCB, que vem a fronteira a convite do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná. O evento será realizado no mini-auditório da Universidade Estadual do Oeste do Paraná e a entrada é gratuita.

Ivan Martins Pinheiro (Rio de Janeiro, 18 de março de 1946) é um importante dirigente comunista brasileiro, e atual Secretário Geral do PCB – Partido Comunista Brasileiro.

Iniciou sua atividade política ainda na adolescência no Colégio Pedro II, onde estudou entre 1957 e 1963, foi diretor do Grêmio Estudantil e sofreu sua primeira prisão devido ao ativismo político.

Em 1964, ano do golpe militar, ingressou na ainda Universidade do Estado da Guanabara UEG (atual Uerj) para cursar Direito. Nessa época aproximou-se do Movimento Revolucionário Oito de Outubro MR-8. Durante o curso foi diretor do Centro Acadêmico Luiz Carpenter (CALC). Dada a sua trajetória como diretor da entidade, atualmente a sede do Centro Acadêmico chama-se "Sala Ivan Martins Pinheiro".

Ivan Pinheiro manteve-se no MR-8 até meados da década de 1970. Após o fracasso da luta armada no combate ao regime militar, Ivan passou a considerar importante a participação popular no processo eleitoral. Após desligar-se do MR-8, fez contato com o Partido Comunista Brasileiro na clandestinidade, no qual ingressou e jamais se afastou.

A partir de 1976, passou a atuar no seu local de trabalho: o Banco do Brasil. Com a convocação das eleições do Sindicato dos Bancários, em 1978, pelos interventores do Ministério do Trabalho, candidatou-se à presidência do sindicato. O pleito durou um ano e dez meses, em função de manobras legalistas do Ministério do Trabalho. A vitória final, através de uma votação esmagadora, consagrou Ivan Pinheiro como um dos principais líderes sindicais do país.

Sua trajetória como expoente dirigente do PCB teve início em 1982, quando foi realizado o VI Congresso Nacional do PCB. Neste evento, Ivan e os demais participantes, foram presos após invasão da Polícia Federal. Com esta prisão foi enquadrado na Lei de Segurança Nacional. No congresso, que ocorreu na clandestinidade, foi o mais jovem integrante do Comitê Central e da Comissão Executiva Nacional do Partido.

Em 1986, após ter sua candidatura ao governo do estado do Rio de Janeiro retirada pelo Comitê Central do PCB, em favor do apoio ao candidato do PMDB, Moreira Franco, Ivan concorreu a deputado federal constituinte, em uma chapa própria do PCB, junto com Modesto da Silveira, Stepan Nercessian e outras dezenas de militantes comunistas. Apesar da boa votação obtida pela chapa, não foi alcançado o coeficiente eleitoral e o PCB não elegeu nenhum deputado.

No ano seguinte, liderou a esmagadora maioria dos sindicalistas do PCB na Conferência Sindical Partidária, impondo à direção do partido a opção pela CUT, em detrimento da CGT.

No início da década de 1990, com o desmantelamento do socialismo no Leste Europeu, uma grave crise emergiu no Partidão resultando numa grande cisão em janeiro de 1992, quando foi criado o PPS Partido Popular Socialista. Ivan Pinheiro assumiu, juntamente com Horácio Macedo e Zuleide Faria de Melo, a liderança do grupo que manteve-se fiel aos ideais estabelecidos na fundação do PCB, em 1922.

A partir de então, a prioridade dos militantes do PCB foi manter a existência legal do partido, sem poder participar dos processos eleitorais da primeira metade dos anos de 1990 (eleições municipais de 1992 e eleições estaduais e nacional de 1994).

O retorno eleitoral ocorreu em 1996, quando Ivan Pinheiro foi candidato à prefeitura do Rio de Janeiro, possuindo como lema "Uma Revolução no Rio". Apesar do fraco desempenho nas urnas, a campanha foi um marco importante para a consolidação da reconstrução revolucionária do PCB.

Em 2000, Ivan Pinheiro foi candidato a vereador através da coligação PCB/PSB, que possuía Alexandre Cardoso como candidato majoritário. O fraco desempenho da coligação resultou na eleição de apenas um vereador.

Na última eleição municipal, em 2004, o PCB optou pelo apoio à candidatura de Jandira Feghali, do PCdoB. Ivan concorreu a uma vaga na Câmara Municipal, entretanto, outra vez, a chapa que ele integrou elegeu um vereador somente.

No XIII Congresso do PCB, realizado em 2005, em Belo Horizonte, após integrar por 23 anos seguidos o Comitê Central, Ivan Pinheiro foi eleito Secretário Geral do partido. Este congresso marcou a ruptura do PCB com o governo Lula, o fim das conversações sobre a reunificação com o PCdoB, e apontou um novo rumo para a estratégia partidária.

Nas eleições de 2006 foi candidato a deputado federal pelo Rio de Janeiro, através da Frente de Esquerda, aliança que reunia, além do PCB, PSOL e PSTU, possuindo como marco a oposição ao governo de Lula. A candidata à presidência foi a ex-senadora Heloísa Helena. No segundo turno, o PCB aprovou posição de apoio crítico à reeleição de Lula, compreendendo a importância de evitar a não eleição do candidato do PSDB, Geraldo Alckmin

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