por 17:26 Eleições 2020 Curitiba, João Arruda

Afinal, quem o Requião apoia?

Até agora, ninguém viu uma declaração de apoio explícito de Requião a qualquer dos 16 candidatos a prefeito de Curitiba. O natural seria que apoiasse com firmeza o de seu partido, João Arruda, do MDB. No entanto, o que se viu foi Requião a conversar e orientar o candidato do PT, Paulo Opuszka. Fez o mesmo com Camila Lanes, do PCdoB. Circula nos arraiais lulistas, comunga com a corrente que hostiliza a Lava Jato, propõe uma frente de esquerda que o inclua na chapa para enfrentar Jair Bolsonaro em 2022.

A verdade é que entre Requião e João Arruda há divergências que não são de somenos. Embora os laços familiares, tio e sobrinho, há disputas dentro do clã. Mas o mais importante é que os dois se localizam no espectro da esquerda, mas cada qual em seu caminho. Concordam sobre as questões políticas fundamentais: defesa da democracia, programa de justiça social, defesa da soberania nacional, presença do Estado na economia e nos programas de serviços públicos essenciais.

O que os afasta é a tática, não a estratégia. João acredita que o MDB tem uma história de sacrifícios e lutas em defesa de um programa partidário que está vigente e que corresponde às necessidades reais da população sem colocar em risco princípios e valores ligados à liberdade. Também não aceita os descaminhos do PT que levaram a esquerda ao debacle.

Resumo da ópera: Requião e João Arruda querem o mesmo, mas como fazer é a diferença. Há que ressaltar as diferenças geracionais. Requião, octogenário, é o passado. Arruda, 44 anos, são de duas épocas e dois mundos diferentes.

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