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Afastada do PDT desde julho, Tabata diz que irá à Justiça para sair do partido

16 de outubro de 2019
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Sexta deputada federal mais votada em São Paulo e afastada do PDT desde julho, Tabata Amaral anunciou que entrará na Justiça contra o partido para sair da sigla e manter seu mandato. Em entrevista ao Roda Viva, da TV Cultura, nesta segunda-feira 14, Tabata diz que dará mais detalhes sobre a ação em uma coletiva de imprensa nesta terça, ao lado de outros parlamentares também punidos, incluindo membros do PSB. As informações são de Veja.

Ela e outros sete deputados que votaram a favor da reforma da Previdência foram suspensos pela Executiva Nacional do PDT, que anunciou em julho a abertura de processos disciplinares. Na época, estimou-se que o partido levaria até 60 dias para decidir se puniria os políticos por contrariarem o posicionamento em relação à reforma.

“Não há nenhum diálogo com o PDT desde a minha suspensão. Me relacionei com vários políticos de outros partidos porque eu tinha que cavar meu espaço na Câmara”, declarou Tabata. “Tem diversas coisas acontecendo que eu vou ter que pedir para outros partidos conseguirem porque o PDT deixou de ser o meu partido”, acrescentou.

“Os projetos que eu tinha em São Paulo [pelo PDT] foram cancelados. Eu tinha um projeto incrível de levar mais mulheres para a política. Também tinha um projeto de compliance para o PDT, que seria o primeiro partido a ter um código de ética. Eu estava construindo esse partido, e tudo isso foi cancelado”, explicou Tabata.

A deputada não citou nomes de siglas para as quais pode migrar, mas se disse compromissada com a centro-esquerda. “O que eu vou buscar a partir de hoje, se ganhar a ação, é um partido não que seja perfeito, porque isso está distante de existir. Mas que dê espaço para essa visão de centro-esquerda, que não é só minha”, disse.

Candidato à presidência da República pelo PDT em 2018, Ciro Gomes já havia se manifestado a favor da saída de Tabata e dos outros membros do partido que se posicionaram a favor do texto da reforma da Previdência, já aprovado pela Câmara e que deve ser votado em segundo turno pelo Senado no próximo dia 22.

“Passada a ressaca política, precisamos olhar essa questão com severidade e equilíbrio. Eles deveriam tomar a iniciativa de sair. Estou, como dizia o velho Djavan, com aquele sofrimento de ‘desgosto de filha’”, comentou Ciro em julho.

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