Lideranças do Centrão articulam uma mudança no sistema eleitoral brasileiro que aproxima parte das eleições legislativas do modelo utilizado nos Estados Unidos. A proposta, defendida pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), prevê a adoção do voto distrital misto, no qual o eleitor escolheria um representante de sua região e também votaria em uma lista partidária. Nos Estados Unidos, cada distrito elege diretamente um deputado para a Câmara dos Representantes, enquanto o modelo brasileiro manteria uma parcela de representação proporcional. Segundo a Agência Câmara de Notícias, Motta pretende votar a reforma ainda em 2026, com transição prevista para 2030 e implantação em 2034.
A mudança, porém, vai além da maneira de votar e envolve uma disputa pela distribuição do poder político. O sistema atual permite que candidatos com votação expressiva ajudem a eleger outros integrantes de seus partidos. Com o voto distrital misto, parte das cadeiras dependeria da escolha direta dos eleitores em cada região, enquanto outra parte seria preenchida por listas definidas pelas legendas. Defensores argumentam que o modelo aproximaria parlamentares da população, mas críticos alertam para o risco de fortalecimento das direções partidárias e das estruturas políticas locais. Segundo a CNN Brasil, lideranças do Centrão tentam aprovar a proposta ainda em novembro, apesar das resistências no PT e no PL. A questão central é se a reforma dará mais poder ao eleitor ou apenas reorganizará a influência dos partidos sobre quem chega ao Congresso.












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