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Quem manda mais no Paraná?, quer saber o presidente do Sinclapol

27 de abril de 2011
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Quem manda mais no governo do Paraná: Beto Richa ou o secretário de Estado da Fazenda, Luiz Carlos Hauly? Até agora, pelo menos na questão da segurança pública, Hauly mostra-se onipresente e o dono do governo e das decisões relacionadas ao tema.

Em toda a crise ou momentos de pressão sofridos pelo governo, o secretário surge como o ‘senhor da verdade’, apresentando incansáveis justificativas, sobretudo para cortes orçamentários, redução de despesas ou recusa de reajuste salarial a determinadas categorias.

Ou, uma ou outra. Ou, Hauly realmente manda e desmanda no governo, tomando para si posicionamentos do Estado, conforme suas próprias razões, interesses e convicções, ou o secretário assumiu de vez a posição de porta-voz político e de profeta da omissão e da falta de compromisso público e trabalhista do governo do Paraná, com as principais categorias da segurança pública.

Trecho de artigo do Presidente do Sinclapol, André Gutierrez. Para ler a íntegra clique no

Recentemente, Hauly anunciou, durante prestação de contas do governo, a falta de dinheiro do Estado para pagar a reposição salarial prevista ao funcionalismo.

Quanto a Emenda 29, que prevê aos policiais civis e militares do Paraná, a remuneração por meio de subsídio, com a incorporação das gratificações aos salários da categoria, também nada.

Pelo texto aprovado, o pagamento através desta nova modalidade remuneratória deveria começar a ser implantado em abril. Isso ainda não aconteceu! “Não há como cumprir. A não ser que indiquem onde cortar. Não há como atender”, disse. E completou: “Não é hora de aumentar despesas”.

Logo ao assumir a função, Hauly manteve a retórica de cortes e redução de gastos do governo em todas as áreas. “Temos de deixar a máquina ‘azeitada’, com gastos e arrecadação equacionados. Então, partimos para investimentos”, disse no início do atual mandato.

Hauly esqueceu, no entanto, que a segurança pública figura entre as três principais prioridades da população e que já sofre com a falta de recursos, investimentos e de estruturação. Portanto, ao lado da educação e saúde, é a área que menos deveria ser castigada com renúncias de investimentos.

Não se podem esquecer também as inúmeras promessas de campanha do governador, então candidato, Beto Richa, para a área de segurança pública do Paraná.“A segurança é uma preocupação de todos os paranaenses. Vamos trazer a tranquilidade para as famílias. Temos metas definidas, que vão precisar da parceria com entidades de classes policiais”, disse.

Entre tantas juras e compromissos, Beto afirmou que seriam substituídas as antigas delegacias por novos modelos, com ambiente ‘melhor e mais adequado’ para atender a população.

No plano de governo, Beto se comprometeu ainda a construir novas penitenciárias para desafogar as cadeias paranaenses e a aumentar o efetivo de policiais civis, hoje defasado em quase 50%, desrespeitando a própria Constituição.

“Não é aceitável termos cadeias superlotadas, como a de Paranaguá, onde há 27 vagas e 250 presos. Novos presídios permitirão a transferência de presos e a liberdade para a polícia exercer seu trabalho”, disse Richa, durante a campanha.

Já, com respeito aos cortes para “azeitar” a máquina, sugeridos por Hauly, devem acontecer, sem dúvida alguma. Mas, em outras áreas, ao extinguir-se, por exemplo, as aposentadorias especiais destinadas a ex-governadores, redução de gastos com publicidade, diminuição do número de secretarias e de pastas governamentais, descimento de cargos comissionados e de gastos salariais, entre outras medidas de enxugamento orçamentário.

Talvez, com todas essas ações, o governo consiga pagar o aumento salarial dos policiais, conforme garante a Constituição. Tudo isso, no entanto, depende da boa vontade governamental. Não sabemos, entretanto, se isso depende das convicções e interesses políticos de Hauly ou do governador Beto Richa. Afinal, quem manda mais no Paraná?

André Gutierrez
Presidente do Sinclapol
Sindicato das Classes Policiais Civis do Paraná

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