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Alexandre Kireeff é investigado pelo MP e Gaeco de Londrina

29 de janeiro de 2018
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Alexandre Kireeff é investigado pelo MP e Gaeco de Londrina

O pré candidato ao Senado e ex prefeito de Londrina, Alexandre Kireeff (Podemos) foi ouvido nesta sexta-feira, 26, pelo  Ministério Público e Gaeco por conta da Operação ZR3, que colocou em liberdade vigiada por tornozeleira eletrônica onze pessoas, incluindo dois vereadores – Mario Takahashi (PV) e Rony Alves (PTB) também afastados das funções, incluindo a presidência da Câmara Municipal e um funcionário do legislativo – Evandir Duarte de Aquino – quatro ex secretários municipais (das gestões Luiz Eduardo Cheida – Luiz Guilherme Alho da Silva, Alexandre Kireeff – Inês Dequeche Alvares e Cleuber Moraes Brito e de Homero Barbosa Neto/Joaquim Ribeiro – Ossamo Kaminagakura, que é servidor de carreira do município) e quatro empresários envolvidos com loteamentos irregulares José Lima de Castro Neto (primo do promotor estadual Renato Castro), Vander Mendes Ferreira, Homero Wagner Fronja e Brasil Theodoro Melo de Souza.

A oitiva de Alexandre Kireeff é para descobrir a permissividade dele com o esquema investigado no período de 2013 a 2017 para mudanças de zoneamento de áreas de terras para loteamentos em Londrina. O Ministério Público ofereceu uma denúncia com 1274 páginas ao juiz Delcio Miranda da Rocha que acatou o pedido parcialmente, já que os restringiu com tornozeleiras eletrônicas e não a solicitada pelo MP.

Na longa petição do Ministério Público do Estado do Paraná há um trecho que envolve o ex prefeito de Londrina Alexandre Kireeff: “Ocorre que, em 02/09/2014, foi apresentado (pelo então Prefeito de Londrina ALEXANDRE KIREEFF) o substitutivo nº 03 ao Projeto de Lei nº 228/2013 (posteriormente convertido na Lei nº 12.236/2015, que dispõe sobre o uso e ocupação do solo no município de Londrina). O substitutivo nº 3 previu a alteração do zoneamento, dentre outros, da mencionada área de terras pertencente à empresa MRV para Zona Residencial 3 (como pretendido inicialmente pela empresa). Nessa ocasião JÚNIOR ZAMPAR também afirmou que no ano de 2011 o Sr. ALEXANDRE KIREEFF, o qual possui um lote de terras ao lado da propriedade da família de ZAMPAR, iniciou obras para o empreendimento do Condomínio BELLA VITTÀ (Lote 59 da Gleba Lindóia), que, conforme a Lei de zoneamento (Lei 7.485/1998), ainda em vigência em 2011, estava classificada como Zona Comercial 5 (ZC-5). Assim, no ano de 2013, quando se iniciaram as discussões sobre projetos para o novo Plano Diretor da Cidade de Londrina, a referida área, conforme o projeto original, passaria a ter como classificação Zona Industrial 2 (ZI-2), e suas áreas vizinhas teriam a classificação de Zona Industrial 3 (ZI-3). Neste ano KIREEFF já se encontrava empossado como Prefeito e, como demonstrado nas investigações, realizou a mudança de zoneamento da área onde estava sendo construído o condomínio BELLA VITTÀ, bem como a área da MRV nas proximidades da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), mudando-as de Zona Comercial para Zona Residencial, e de Zona Industrial para Zona Residencial, respectivamente.”

À rádio Paiquerê, Kireeff disse “vou complementar informações e tudo o que for necessário para colaborar com as investigações”. Ele alegou estar surpreso com o suposto envolvimento de Dequech e Brito, e garantiu jamais ter visto nenhum tipo de indício do esquema. “Estou com as informações que tenho recebido pela imprensa. O que todos querem saber é se essas investigações se referem a atos que possam ter sido praticados no exercício da função de secretário ou não. Se cometeram atos irregulares durante o exercício da função ficarei muito desapontado. É inaceitável”, disse.

Sobre as questões que envolvem o zoneamento urbano de Londrina e/ou EIV, o ex-chefe do executivo explicou que “houve uma transição do fluxo da questão do zoneamento: quando entramos na prefeitura, o Plano Diretor não estava aprovado. Eu não me recordo de muitas mudanças de zoneamento, para ser sincero, porque a discussão do Plano Diretor gerava o contingenciamento destas questões. Não me lembro de tantos projetos de lei desta natureza”.

Segundo a rádio Paiquerê a família do ex-prefeito vendeu um terreno localizado no lote número 54, na zona leste de Londrina, onde posteriormente foi construído o condomínio residencial Bella Vitar. “Basicamente o promotor queria saber a respeito de um condomínio que foi feito em 2012, em área que pertencia a minha família, e se havia tido mudança de zonamento naquela área para viabilizar. Isso foi esclarecido, não houve mudança de zonamento, aquela instalação de condomínio residencial, naquela região e na época, era perfeitamente legal” disse Kireeff.

Já o promotor encarregado das investigações Jorge Barreto afirmou: “Foram questionados fatos referentes a investigação, alguns esclarecimentos referentes a questões de zoneamento urbano. Fatos que surgiram no contexto da investigação e que precisávamos que ele esclarecesse de que forma as coisas andaram”, afirmou.

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