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O jornalismo precisa se reinventar

13 de agosto de 2013
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lava prato

do Facebook de Álvaro Borba

As circunstâncias em que escolhi deixar minhas atividades jornalísticas são bastante peculiares, é verdade. Há por aí outros jornalistas que perderam seus empregos em função do momento histórico; um momento em que a imprensa se apresenta como a nova indústria fonográfica: há um modelo de negócios em crise, há uma transição dolorosa pela frente e há uma resistência natural a essa transição.

Na sociedade de consumo, o papel do jornalista sempre foi de embrulho: a notícia existe em função do anúncio e, portanto, está submetida a uma lógica de oferta e procura. O aspecto mercadológico da notícia é inimigo do critério de relevância; não basta que uma pauta seja relevante, ela precisa gerar o interesse do público.

O problema é que a relevância da pauta e o interesse do público nem sempre andam juntos e, com frequência, a história da mamãe panda que lambeu seu filhote recém nascido gera mais engajamento que o pacote de mobilidade do governo federal. O jornalismo vai precisar achar um jeito de se bancar que leve isso em conta.

Enquanto isso não acontece, trabalho em importantes projetos pessoais, como o da foto.

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