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#ExpediçãoAtacama: 1º dia

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O Boca Maldita começou 2014 com um projeto ousado: percorrer de carro parte do Norte da Argentina e Norte do Chile, partindo de Foz do Iguaçu, no Brasil, com foco na região do Deserto do Atacama, considerado o mais alto e árido do mundo, com temperaturas variando de 0ºC à noite a 40ºC durante o dia.

A aventura começou no dia certo, 3 de janeiro de 2014, mas com um pequeno atraso, provocado por mais de uma hora e meia para adentrar a Argentina, na aduana de Puerto Iguazú.

Superado o obstáculo, a primeira parada como previsto foi as ruínas jesuíticas de San Ignacio Mini, em San Ignacio, na província de Misiones – Argentina. As ruínas, inauguradas em 1632, guardam a base da cultura indígena guarani como conhecemos atualmente.

San Ignacio Mini foi construída naquele que se pode chamar o “barroco Guaraní” e pode ser considerado o mais espetacular exemplo das 30 missões construídas pelos jesuítas num território que atualmente compreende a Argentina, Brasil e Paraguai.

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A estrutura abriga ainda o Museu Jesuítico de San Ignacion Mini, com objetos culturais introduzidos pelos padres e objetos de trabalho utilizados pelos indígenas guaranis na construção e manutenção da redução. Desde 1984 o local é Patrimônio Mundial tombado pela Unesco.

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Partindo de San Ignacio a Expedição alcançou Posadas, capital e última cidade da província de Misiones, adentrando a província de Corrientes. No percurso, retas intermináveis em meio a planície de alagadiços, onde viajantes param para arriscar a sorte em pescarias inusitadas.

O forte da economia da região é a celulose com gigantescos campos de pinus e eucaliptus, além de gado, que por muitos anos foi o carro-chefe da produção agropecuária argentina.

A cidade de Corrientes está localizada as margens do Rio Paraná. A despedida da província ocorreu na ponte sobre o rio, terminando praticamente na entrada da cidade de Resistência, já na província do Chaco.

O primeiro dia da Expedição terminou em Resistência, cidade de aproximadamente 400 mil habitantes fundada em 1878. A localidade abriga muitas universidades e é conhecida como “Museu ao ar livre” e “cidade das esculturas”, dado ao grande número de obras espalhadas pelas ruas centrais.

Além dos cassinos luxuosos e sempre lotados, outro destaque de Resistência é o calçadão que abriga uma enorme diversidade cultural e culinária marcante. Andando pelo espaço, lotado de crianças e famílias inteiras, impossível não comparar com a Rua XV de Curitiba, sempre povoado de moradores de rua e drogaditas que amedrontam moradores e turistas.

De Foz do Iguaçu à Resistência foram percorridos aproximadamente 650 quilômetros. O segundo dia da Expedição será de Resistência à Salta, próximo à Pumamarca e ao Paso de Jama, já na Cordilheira dos Andes, mas este é um relato do terceiro dia.