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Ex-assessor de Bernardo maquiou lucros da Sercomtel, diz Anatel

4 de setembro de 2013
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Ex-assessor de Bernardo maquiou lucros da Sercomtel, diz Anatel

Parece fogo amigo. A Anatel acusa a Sercomtel de ter “maquiado” balanços para pagar juros sobre capital próprio aos seus acionistas: Prefeitura de Londrina, Copel e Banco Itaú entre 2000 e 2007 – período em que esteve sob comando petista. Um dos presidentes, João Rezende, foi chefe de gabinete de Paulo Bernardo (Comunicações) e é atual presidente da Anatel. Rezende, é claro, nega as irregularidades. A denúncia ganhou destaque na Gazeta do Povo e no Jornal de Londrina.

Os jornais contam que a auditoria da Anatel alerta que a prestação de serviços pode ser “contaminada” pelos maus resultados financeiros. “O procedimento de absorver na totalidade os prejuízos acumulados mediante redução do capital social nos anos 2000, 2002 e 2004, para apuração de resultado e distribuição de pagamento de juros e de dividendos” elimina “uma performance econômica negativa” e dando “uma nova aparência de que a companhia vem apresentado resultados satisfatórios e sólidos”. “Na verdade, o que ocorre é o comprometimento financeiro da sociedade”, aponta a auditoria

O relatório informa ainda que “desde 2000 a Sercomtel adotou a política de remunerar anualmente seus acionistas, exceto em 2006 e 2007”, resultando “num desembolso de recursos para a empresa no montante de R$ 29,7 milhões, mesmo tendo a companhia apresentado prejuízos acumulados de exercícios anteriores, o que revela uma desconsideração da situação financeira da empresa”. Ironicamente, o aporte de capital que a empresa pede agora aos acionistas é de R$ 30 milhões.

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