As diretorias brasileiras e o Conselho de Administração da Itaipu Binacional poderão entrar nas negociações do novo governo do presidente Lula (PT), admitiu nesta quarta-feira (287) o presidente da binacional, Enio Verri, em entrevista à Rádio Cultura de Foz do Iguaçu. Além da diretoria-geral, a Itaipu tem mais cinco diretorias: coordenação, finanças, administrativa, jurídica e técnica e seis dos 12 integrantes do Conselho de Administração da usina.
No guarda chuva da binacional estão também cinco diretorias do Itaipu Parquetec: diretoria de superintendência, administrativo-financeira, negócios e empreendedorismo, turismo, e tecnologias/técnica.
Verri disse que os cargos na usina poderão fazer parte da composição dos partidos da base do governo no Congresso Nacional. Ele afirmou, no entanto, que ainda não conversou com Lula sobre seu futuro e que não tem permanência assegurada. “Ele não tem nenhum compromisso comigo para que eu continue na gestão de Itaipu”, declarou.
Compromisso
Segundo Verri, o entendimento firmado com Lula quando deixou a Câmara dos Deputados para assumir a binacional era de permanecer durante os quatro anos do atual governo. Esse compromisso, afirmou, não se estende automaticamente ao próximo mandato presidencial.
A disputa pelo comando da usina dependerá também das alianças que Lula precisará construir. Na avaliação do diretor-geral, a vitória não resolveu a necessidade de reunir maioria na Câmara dos Deputados e no Senado, o que abre espaço para reivindicações dos partidos sobre cargos estratégicos. “Sem dúvida nenhuma, a Itaipu chama a atenção dos partidos e pode ser que, na negociação, seja necessário que o presidente negocie também isso”, disse.
A declaração coloca a direção da binacional entre os postos que poderão ser discutidos na composição do governo. Verri, porém, não apontou partidos interessados, possíveis sucessores ou qualquer negociação já em andamento. Ressaltou que a decisão caberá ao presidente. “Não há nenhuma certeza que eu continue. Isso é normal, não estou preocupado com isso, porque isso é da política”, afirmou.
O diretor-geral espera que as definições sobre os principais cargos avancem em novembro e dezembro. Até lá, pretende aguardar uma manifestação de Lula, sem antecipar tratativas sobre sua continuidade. À frente da direção brasileira desde março de 2023, Verri afirmou que sua permanência estará sujeita à avaliação do trabalho realizado e às escolhas políticas do presidente para o próximo governo. “O meu cargo aqui é um cargo indicado pelo presidente e eu fico até quando o presidente quiser”, declarou.
(com informações da Rádio Cultura)
(foto: Ascom/Itaipu Binacional)












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