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Empresas de ônibus ganham R$ 180 milhões com Greca

Ignorando as críticas da oposição e a cobrança de pequenos e microempresários, os vereadores da bancada do prefeito Rafael Greca (DEM) aprovaram ontem, em segundo turno, pelo mesmo placar de 22 votos a 10 do primeiro, a polêmica proposta do Executivo que prorroga até o final do ano o socorro às empresas de ônibus da Capital, criado em maio, sob a justificativa de compensar a queda no número de passageiros por causa da pandemia do Covid-19.

Com a prorrogação, a prefeitura deve repassar mais R$ 120 milhões até dezembro às concessionárias do transporte coletivo, somando R$ 180 milhões de subsídio até o final do ano. Como a proposta recebeu emenda, retorna à pauta na próxima segunda-feira (24), para a análise da redação final.

A oposição critica Greca por priorizar as grandes empresas de ônibus, enquanto ignora os pedidos dos pequenos e microempresários, duramente afetados pelas medidas de restrição à atividade econômica determinadas pela prefeitura por causa da pandemia do Covid-19.

Um projeto dos vereadores Dalton Borba (PDT) e Professor Euler (PSD), que prevê crédito a “juro zero” para pequenas e microempresas, teve a votação barrada até agora pelos parlamentares da base do prefeito. Diante da pressão, Greca propôs uma linha de crédito de apenas R$ 10 milhões a essas empresas, que correm o risco de fechar, deixando milhares de desempregados no setor de comércio e serviços.

Sem limite – A oposição questionou ainda a falta de critérios claros e de um teto para a ajuda às empresas de ônibus. “Estão se destinando recursos sem um limite”, disse a líder do bloco oposicionista, Professora Josete (PT).

“Curitiba não socorre empresa. Mantém seu transporte ativo. Não estamos dando subsídio”, alegou o líder do prefeito, Pier Petruzziello (PTB).

Aplicativos – Os vereadores da bancada do prefeito também rejeitaram emenda dos mesmos parlamentares, que estendia o subsídio aos taxistas, motoristas de aplicativos e do transporte escolar.