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É UM ABSURDO O PMDB NÃO TER CANDIDATO, DIZ SIMON

O senador Pedro Simon (PMDB-RS) é o mais novo Cidadão Honorário do Paraná. Simon recebeu nesta segunda-feira (19) título proposto pelo deputado Caíto Quintana (PMDB). Antes da solenidade o senador concedeu entrevista coletiva à imprensa e falou principalmente sobre as discussões envolvendo a direção nacional do PMDB, que busca garantir a vice da candidatura do "PT ou do PSDB", frisou.

"Acho um absurdo que o maior partido do país, aquele com maior número de deputados federais, com maior número de deputados estaduais, maior número de prefeitos, o maior número de vereadores, o maior número de governadores e que na última eleição fez 6 milhões de votos a mais do partido que está em segundo lugar, não tenha candidato próprio à presidência da República".

Confira a íntegra da entrevista clicando no LEIA MAIS

É UM ABSURDO O PMDB NÃO TER CANDIDATO, DIZ SIMON

É UM ABSURDO O PMDB NÃO TER CANDIDATO, DIZ SIMON

O senador Pedro Simon (PMDB-RS) é o mais novo Cidadão Honorário do Paraná. Simon recebeu nesta segunda-feira (19) título proposto pelo deputado Caíto Quintana (PMDB). Antes da solenidade o senador concedeu entrevista coletiva à imprensa e falou principalmente sobre as discussões envolvendo a direção nacional do PMDB, que busca garantir a vice da candidatura do "PT ou do PSDB", frisou.

"Acho um absurdo que o maior partido do país, aquele com maior número de deputados federais, com maior número de deputados estaduais, maior número de prefeitos, o maior número de vereadores, o maior número de governadores e que na última eleição fez 6 milhões de votos a mais do partido que está em segundo lugar, não tenha candidato próprio à presidência da República".

Leia a seguir à integra da entrevista:

Imprensa – Como o senhor analisa este título de Cidadão Honorário do Paraná, concedido pela Assembleia Legislativa?
Pedro Simon –
Com muita emoção e muita alegria. Eu tenho muita amizade e muito respeito pelo Paraná. Ao longo de toda minha vida, desde o tempo de estudante e passando pela vida política, tive muito convívio com o Paraná, com os líderes do Paraná. Mas, foi com surpresa e muita emoção que vi essa manifestação do deputado Caíto (Quintana – PMDB) aprovada pela Assembleia e que hoje venho aqui me identificar, porque já era um grande amigo do Paraná e agora vou ser paranaense e gaúcho ao mesmo tempo.

O senhor defende ainda a candidatura própria do PMDB em nível nacional senador? Muitos filiados do PMDB defendem a indicação do vice da ministra Dilma Roussef (Casa Civil).
Eu defendo ainda o candidato próprio à presidência da República. Acho um absurdo que o maior partido do país, aquele com maior número de deputados federais, com maior número de deputados estaduais, maior número de prefeitos, o maior número de vereadores, o maior número de governadores e que na última eleição fez 6 milhões de votos a mais do partido que está em segundo lugar, não tenha candidato próprio à presidência da República.
Mas, lamentavelmente, o comando do PMDB, a direção nacional do PMDB, está muito acomodada e os oito anos do governo Fernando Henrique (Cardoso), o grupo se acomodou e dividiu os cargos com o governo Fernando Henrique, esse mesmo grupo que estava com Fernando Henrique, agora nesse atual governo do Lula (PT) está dividindo os cargos com o Lula e essa mesma gente agora está dividido.
Ao invés de defender uma candidatura própria, eles estão numa interrogação, de um lado está o (José) Serra (PSDB), com 45% das preferências pessoais para a presidência da República, do outro lado está o Lula com 80% de popularidade como presidente da República. Então o PMDB está namorando gente de um lado e do outro lado para ver quem dá mais.
A grande verdade que a gente tem hoje, que o PMDB vai estar no governo daqui a dois anos não se sabe com quem, mas, lamentavelmente, essa é uma posição triste. Hoje o PMDB deveria ter idéias, doutrinas, filosofia, um programa partidário e se transformar no grande partido nacional que é, inclusive com uma candidatura à presidência da República.

E nos estados, o PMDB deve seguir que tendência? Vai depender da situação de cada região?
E aí vamos ser sincero, com a decisão do Governo Federal na última eleição de que não é obrigatoriedade ter a horizontalidade, as candidaturas horizontais não são obrigatórias. Em outras palavras, o partido pode ter um candidato à presidente da república de um partido, e candidato a deputado de outro partido, isso vai acontecer em todos os partidos.
O próprio PT, a manchete dos jornais de hoje, diz que a determinação do PT é a Dilma para presidente e que as candidaturas dos governos estaduais, eles devem abrir mão a favor de quem quer que seja. O PMDB está nessa mesma posição. Nós do Rio Grande do Sul temos candidato próprio ao governo do estado, já em São Paulo um lado quer uma candidatura própria e o Quércia quer defender o candidato do PSDB.

O Requião seria um dos nomes cotados a candidato a presidência?
O Requião seria um grande candidato a presidente da República. Não tenho nenhuma dúvida. Foi prefeito de Curitiba, tantas vezes governador do Paraná, seria um grande nome. O governador do Rio de Janeiro (Sérgio Cabral) seria um outro grande nome e o Jarbas Vasconcelos seria um outro grande nome. Nome nós temos, o que nós não temos é um comando partidário com capacidade de coordenar essa candidatura.

O Mangabeira Unger falou isso semana passada, esse debate que começou aqui no sul, no Rio Grande do Sul e no Paraná. Como o senhor vê esse debate de o PMDB ter candidato próprio?
A direção nacional chegou a dar uma determinação: todos os estados tem que fazer um grande congresso para determinar o programa partidário e se deve ter candidato próprio. Nós no Rio Grande do Sul apresentamos um programa e apresentamos a tese de que deve ter candidato próprio, até apresentamos como proposta o nome do governador Requião, o nome do (Luiz Germano) Rigotto lá do Rio Grande do Sul e o nome do governador do Rio de Janeiro.
Eu sei que Santa Catarina também fez e vários estados fizeram isso, mas, enquanto nós fizemos isso, a direção nacional está numa briga querendo emplacar o presidente do partido (deputado Michel Temer) que está licenciado que é o presidente da Câmara como vice ou da Dilma (Rousseff) ou do Serra.