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Os canhões de Romanelli

Uma pendenga envolvendo um poderoso grupo empresarial, com ramificações intestinas no governo, e um combativo requianista de quatro costados, recém-eleito deputado estadual, virou o tema preferido das rodinhas de poderosos nas cercanias do Centro Cívico. De um lado está a empreiteira J.Malucelli, que encabeça um consórcio que foi pré-aprovado pela Copel para construir a Usina de Mauá, no Rio Tibagi. Do outro, Luiz Claudio Romanelli, fiel escudeiro de Requião que está brigando na Justiça pela anulação do contrato e a abertura de licitação pública para a obra. O que está em jogo são investimentos de R$ 900 milhões e a maior obra a ser erguida no Paraná desde a conclusão da Usina de Salto Caxias, em 1999. Romanelli argumenta que uma obra desse porte não pode dispensar a realização de licitação pública. Avalia ainda que a J.Malucelli não cumpre as formalidades legais para tocar a obra. Até hoje, por exemplo, a empreiteira participou da construção de usinas com no máximo 32 MW de potência instalada. A capacidade prevista para Mauá é de 360 MW. Fontes da J.Malucelli acreditam que a motivação de Romanelli é exclusivamente política. Lembram que, após a campanha de reeleição, Requião acusou a emissora CBN – de propriedade de Joel Malucelli, assim como a empreiteira – de fazer "boca de urna" em favor de seu adversário Osmar Dias. Contra a ação do peemedebista, a reação da J.Malucelli se dá em duas frentes: petardos diários desferidos contra Romanelli pela CBN e o auxílio luxuoso de João Arruda, nepote preferido de Requião e dedicado marido de umas das filhas do empreiteiro. Dado curioso: o ParanaBanco, braço financeiro do grupo empresarial de Malucelli, doou R$ 10 mil para a campanha de Romanelli. Ou seja: ninguém pode acusar o peemeebista de fazer lobby pelos que ajudaram a financiar sua campanha. Mas a briga promete. – da Revista Capital – www.revistacapital.com.,br