Arquivos

Categorias

Governadores tucanos criticam pacto federativo

Os governadores tucanos estão insatisfeitos com o pacto federativo e o governo federal. Ontem, em reunião em Curitiba, sob o comando do governador do Paraná, Beto Richa, os sete dos oito governadores do PSDB (apenas o de Alagoas, Teotônio Vilela Filho, não participou) reforçaram as críticas a distribuição de recursos feita pela União.

Em uma Carta de Curitiba, elaborada durante o encontro, os políticos ressaltaram: ”Altivos para o enfrentamento da falência federativa, os governadores manifestaram preocupação com a redução do poder de investimento dos Estados”, afirmaram em uma Carta de Curitiba. 

Segundo o documento, a reunião serviu para discutir os riscos para a sustentabilidade econômica e social, que estaria ”vulnerável diante da falta de uma política industrial consistente”.

”Não menos grave, os governadores tucanos apontaram a perigosa omissão da União diante do compromisso pelo financiamento dos serviços públicos, notadamente na saúde, educação e segurança, onde os Estados são permanentemente obrigados a novos custeios sem o correspondente repasse por parte da receita concentrada pelo governo federal”, ressaltou a Carta.

Eles pediram uma ”agenda emergencial e sincera” com o governo federal, com o objetivo de um ”reposicionamento nacionalista” em torno dos temas de redução de encargos e do comprometimento dos Estados com o pagamento da dívida com a União, novos critérios para distribuição do Fundo de Participação dos Estados, além de temas ”crônicos”, como a distribuição de royalties de petróleo e compensações financeiras decorrentes das perdas com a Lei Kandir.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse que a visão centralizadora do governo federal é histórica, mas se agravou nos últimos anos. Como exemplo, ele citou a Emenda 29, que definiu os porcentuais para a saúde. ”Foi um engodo porque estabeleceu metas mínimas para quem já cumpre sua tarefa, que são os Estados e municípios, e não estabeleceu para a União, que financiava quase 60% do Sistema Único da Saúde e hoje não passa de 41%”, afirmou.

Com informações Folha de Londrina