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Rede Globo erra mais uma vez

Em abril de 2004, a Rede Globo de Televisão iniciou a série de três erros grosseiros cometidos contra o Porto de Paranaguá. Em cadeia nacional, no noticiário Bom Dia Brasil, a jornalista Miriam Leitão afirmava que “o porto (de Paranaguá) vem perdendo negócios para os portos de Santos e de Rio Grande, principalmente. De janeiro a março deste ano, Paranaguá exportou 293 milhões de toneladas de soja, contra 669 milhões no mesmo período do ano passado”.

Com esta informação equivocada, a Rede Globo assumiu que nada conhece sobre a atividade portuária e, o pior, também recusa-se a conhecer. Utilizando o telejornal, Leitão divulgou um volume de soja exportada por Paranaguá que nem mesmo o planeta Terra tem condições de produzir. Em 2004, o Porto de Paranaguá exportou 5.084.975 toneladas de soja.

Depois foi Pedro Bial que, escoltado pela “Caravana JN”, em agosto deste ano, exibiu o Porto de Paranaguá como exemplo de elevação do Custo Brasil, sem que se tenha levado em conta todas as melhorias realizadas nos últimos três anos e que transformaram o porto num dos mais produtivos do país, através da adoção de uma nova logística e dos investimentos públicos na infra-estrutura portuária.

A passagem do repórter no vídeo dividiu espaço com imagens que comprovam as melhorias realizadas em Paranaguá. O local onde ele estava foi concretado somando mais de 300 mil metros quadrados de pavimentação. O acesso utilizado para chegar até o terminal privado, onde o repórter estava fazendo a passagem, recebeu um investimento de R$ 21 milhões. Além disso, a fila de caminhões mostrada era referente a uma moega de um terminal privado, no qual a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) não gerencia o processo de chamada de caminhões, cabendo à iniciativa privada, neste caso, liberar os veículos conforme suas necessidades. Exatamente o contrário do que foi dito na reportagem.

E, por fim, o último erro grosseiro foi apresentado por na edição do dia 7 deste mês, no especial “Portos do Brasil”, onde o porto de Paranaguá, mais uma vez, foi vítima de desconhecimento da mídia.

Há dois anos, não existem filas nas estradas de acesso ao porto de Paranaguá. Usuários não sofrem com atrasos e perda de cargas causadas por filas. O porto de Paranaguá não tem as limitações para o embarque de soja. As melhorias realizadas nos últimos três anos transformaram o terminal paranaense em um dos portos mais produtivos do país, mantendo uma característica essencial: é único porto do Brasil cuja gestão da operação é pública, de competência da autarquia estadual.