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Suspeito de matar Rachel Genofre é indiciado por homicídio, tentativa de estupro e atentado violento ao pudor

28 de novembro de 2019
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O suspeito de matar a menina Rachel Maria Lobo Oliveira Genofre, em 2008, foi indiciado nesta quarta-feira (27) pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, tentativa de estupro e atentado violento ao pudor, de acordo com a Polícia Civil. As informações são do G1.

Carlos Eduardo dos Santos, que foi identificado em setembro deste ano após exame de DNA, está preso e cumpre pena de 25 anos por outros crimes, como estelionato. Ele confessou o crime à polícia. O G1 tenta localizar a defesa dele.

O corpo de Rachel foi encontrado dentro de uma mala na Rodoviária de Curitiba. Ela desapareceu após sair da escola onde estudava, no Centro de Curitiba, no fim da tarde de 3 de novembro de 2008.

Segundo o delegado Marcos Fernando da Silva Fontes, responsável pela conclusão do inquérito, também foi pedida à Justiça a decretação da prisão preventiva do suspeito “para garantir a ordem pública.

“Muito embora o indiciado esteja preso em uma prisão paulista, se colocado em liberdade após o cumprimento da pena voltará a delinquir. Além disso, sua manutenção no cárcere assegura a aplicação da lei penal, pelos crimes cometidos no Paraná”, afirmou.

Segundo o delegado, as qualificadoras para o crime de homicídio são: meio cruel, impossibilitar a defesa da vítima e morte para assegurar a impunidade dos crimes sexuais.

Carlos Eduardo dos Santos é suspeito de matar a menina Rachel Genofre e colocar o corpo em uma mala, em Curitiba — Foto: Ana Ziimmermann/RPC

Suspeito fingiu ser produtor de programa televisivo
Segundo a delegada Camila Cecconello, Carlos Eduardo falou com frieza sobre o que aconteceu e não demonstrou arrependimento. À época do crime, ele morava a menos de um quilômetro da escola onde Rachel estudava, e a menina passava com frequência pela rua onde ele morava.

A delegada disse ainda que o suspeito contou que atraiu a menina para a casa onde estava morando dizendo que era produtor de um programa infantil de televisão e que Rachel ficou interessada.

Por conta disso, segundo ele, a menina aceitou ir até o local com a intenção de assinar um contrato para participar do programa.

No local, Carlos Eduardo relatou ainda, conforme a polícia, que violentou sexualmente a menina e que, como ela gritou, ele decidiu matá-la. Depois, Santos disse que colocou o corpo na mala e deixou na rodoviária.

“Em um primeiro momento ele disse que só falaria em juízo. Mas nós explicamos pra ele que já tínhamos o DNA e ele acabou contando e confessando o crime”, disse Camila.

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