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Servidores do Hospital de Clínicas decidem continuar em greve

Servidores do HC decidem continuar em greve

Trabalhadores do Hospital de Clínicas decidiram nesta quarta-feira, 8, pela continuidade da greve que começou na segunda-feira, 6, Os funcionários da Funpar rejeitaram a proposta elaborada pelo Ministério Público do Trabalho. Apesar da continuidade da greve, os trabalhadores reduziram o valor do reajuste pedido. Antes eles pediam 20% e agora querem 12%, que seria referente à inflação de 9%, mais perdas salarias históricas. O Sinditest, que representa a categoria, afirma que está cumprindo as exigências do Tribunal Regional do Trabalho, que pediu contingente mínimo de 50% dos funcionários em áreas mais fundamentais de atendimento de pacientes. As informações são da BandNewsFM.

Segundo a assessoria do HC, a greve teve uma adesão aproximada de 231 funcionários, do total de 851 funcionários que compõe o quadro em três turnos. Os serviços afetados e os principais impactos até agora foram na central de agendamento, nos ambulatórios, Biobanco, e setor de exames, que estão com adesão parcial – atendendo, mas com lentidão. Até o momento nenhuma cirurgia foi cancelada.

Segundo o coordenador-geral do Sinditest, José Carlos Assis, a contraproposta foi enviada às autoridades de conciliação e os trabalhadores aguardam nova reunião. “A gente já mandou a contra proposta para o Ministério Público do Trabalho, para o TRT também, dizendo que não foi aprovada essa proposta de 5,2% e o parcelamento do restante para chegar ao índice da inflação. Os trabalhadores apresentaram um índice menor do que havia sido apresentado, e então a greve continua sem prazo definido. Estamos aguardando a reposta da reitoria, da administração pública ou do próprio Ministério. Nós mandamos toda a nossa documentação, a contra proposta e estamos aguardando. No momento a nossa greve continua, agora obedecendo aquelas próprias regras que o juiz do TRT determinou. O funcionamento de algumas alas do hospital a gente vai manter o funcionamento, que a nossa greve é parcial, então os setores ficarão pelo menos 50% funcionando”.

A Funpar, que aceitou a proposta do MPT, afirma que precisa buscar recursos públicos para um possível reajuste maior. A Fundação alega que tem uma dívida de cinco milhões de reais e não tem como pagar um reajuste maior do que 5,2%.