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Sergio Moro anuncia terça qual cargo irá concorrer nas eleições de outubro

O ex-juiz Sergio Moro confirmou nesta sexta-feira (8) em Foz do Iguaçu que irá anunciar na próxima terça-feira (12), qual cargo irá concorrer nas eleições de 2 de outubro deste ano. Moro visitou à cidade para o lançamento de seu livro, “Contra o sistema da corrupção”, em que conta sobre os trabalhos como juiz federal a frente da Operação Lava Jato e os bastidores enquanto ministro da Justiça.

Sergio Moro está percorrendo, desde a segunda metade de junho, todas as regiões do Paraná discutindo propostas e ouvindo sugestões, que deverão definir seu futuro político. Ele é pré-candidato às eleições de outubro e deverá oficializar a candidatura a ao qual cargo irá concorrer pelo União Brasil. A hipótese mais provável é para Senador, com base em pesquisas públicas e internas, disse.

Desde que anunciou a intenção de participar das eleições pelo Paraná, o ex-juiz vem polarizando a disputa pelo Senado com Alvaro Dias (Podemos), que é candidato a reeleição. Antes de seguir para o lançamento do livro, em uma livraria no Shopping Catuaí Palladium, Moro se reuniu lideranças empresariais, políticas e sociais e participou do programa Contraponto da Rádio Cultura.

Sobre a decisão de se candidatar pelo Paraná, após ter transferência de domicílio eleitoral rejeitado em São Paulo pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP), Moro explicou que quando se filiou ao Podemos, a intensão era disputar a presidência da República. Para isso, segundo a legislação eleitoral, independeria o estado onde tem domicílio. As informações são de GDia

“Acabei trocando de partido, fui do Podemos para o União Brasil e nessa mudança ouve um pedido para eu transferir o domicílio eleitoral, que veio do partido”, explicou o pré-candidato. O objetivo no União Brasil, ainda de acordo com Moro, era conseguir a legenda presidencial. “Então, não faria tanta diferença estar no Paraná ou em São Paulo”.

O ex-juiz também comentou sobre a desistência da candidatura à presidência, que era seu projeto inicial. Segundo ele, faltava estrutura partidária para suportar uma campanha. “O Podemos tem suas virtudes, mas precisa ter um partido maior”. Além disso existia resistência entre os próprios correligionários. “A minha percepção foi que não teria uma legenda presidencial”, disse.

Lava Jato

Moro também comentou sobre sua atuação pela Justiça Federal e avaliou como positivo o combate à corrupção desencadeado pela Lava Jato e depois pelo Ministério da Justiça, no governo Bolsonaro (PL), o que o faz estar preparado para uma vaga no Congresso. “Fui ao governo porque a gente tinha um projeto para o país e não um projeto pessoal”.

Este projeto de país, afirmou Moro, é consolidar o combate à corrupção, lutar contra o crime organizado e reduzir a criminalidade violenta. Sobre o combate à corrupção como ministro, contou que enfrentou resistência política, fazendo com que o projeto não prosperasse. “Tivemos uma reação política enorme por parte dos Três Poderes e não foi possível avançar”.

“Mas a gente conseguiu, por exemplo, combater o crime organizado”, concluiu. Moro começou seu projeto eleitoral pela cidade natal, Maringá. Desde então já passou por outras regiões e deve chegar em Guarapuava no início da próxima semana, onde se encontra com o ex-prefeito e pré-candidato a governador pelo PSDB, Cesar Silvestri Filho. Nas cidades que visita tem sido recebido pelos prefeitos e vereadores, o que revela um projeto “suprapartidário”, afirmam seus apoiadores.

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