Escrito por 09:47 Destaques, Obras e infraestrutura

Secretário da Infraestrutura diz que novo modelo de pedágio não está definido

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Depois de 24 anos sofrendo com os problemas da primeira concessão, o paranaense está com a ferida aberta do pedágio e não vai aceitar um pequeno desconto nas novas tarifas.


Em entrevista a Gazeta do Povo, Sandro Alex, secretário de Infraestrutura e Logística do Governo do Paraná, procurou tranquilizar a população afirmando que não há nenhuma definição quanto ao modelo e assegurou que o Paraná não irá aceitar a proposta apresentada no primeiro estudo da EPL, que prevê um desconto máximo de 12% na tarifa estabelecida pelo edital e o desempate do leilão pelo maior valor de outorga apresentado.”

Para o secretário, depois de 24 anos sofrendo com os problemas da primeira concessão, o paranaense está com a ferida aberta do pedágio e não vai aceitar um pequeno desconto nas novas tarifas.

“Não está tomada a decisão. Nós estamos recebendo o estudo feito e contratado pelo governo federal junto à EPL e, a partir do momento em que eles entregarem o estudo, os governos federal e estadual passam, então, a se debruçar para fazer os estudos, os apontamentos, os ajustes finais e tomar a decisão”, disse.

Ao ser questionado sobre a posição governo do Paraná é semelhante a do governo Federal, de que seja o modelo híbrido o melhor, o secretário respondeu que percebeu, por parte dos paranaenses que a preferência é o modelo do menor preço.

“A população espera um novo momento e que nós tenhamos total transparência, obras sendo realizadas e um custo menor. E deixei claro, ao ministro da Infraestrutura (Tarcísio Freitas), que a população e as lideranças nos questionavam do modelo e sempre foram muito incisivos de que o Paraná deveria adotar a menor tarifa”, argumentou. “

“Em São Paulo, com essa modelagem híbrida e enfrentando muita resistência, eles conseguiram fazer e chegaram ao desconto de 37%. Eu disse que ele (Tarcísio) terá muito trabalho para convencer a população do Paraná, que, realmente, não pensa assim”, acrescentou.

Sobre a resolução final Sandro Alex deixou claro que a decisão será da população.

“A palavra final sempre será da sociedade. A população decide sempre. E ela tem que ter o conhecimento, todas as informações disponíveis, para que possa debater. A população tem que participar. E esse foi um erro do passado, quando foi feita a atual concessão”, afirmou.


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