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Produção de julho foi o melhor da história da Ferroeste

Produção de julho foi o melhor da história da Ferroeste

A Estrada de Ferro Paraná Oeste S.A (Ferroeste), empresa pública do Estado do Paraná que retomou a operação da sua ferrovia a partir de janeiro de 2007, atingiu neste mês de julho o melhor resultado da história da ferrovia. Foram transportadas 191.606 toneladas, contra 112.603 em julho de 2006, último ano de operação privada. O aumento da produção de foi de 70,16%. A soma dos primeiros sete meses do ano ultrapassa um milhão de toneladas, mais exatamente 1.055.538 toneladas, contra 980.741 toneladas no mesmo período de 2003. Ambos os resultados, o do mês de julho e o acumulado do ano, são, portanto, recordes absolutos na história da ferrovia.

Para o diretor presidente da Ferroeste, Samuel Gomes, os resultados positivos da gestão pública da ferrovia são pedagógicos. "Os fatos são sempre os melhores argumentos. A Ferroeste é a única ferrovia pública do Brasil e os números que alcançamos mostram que a gestão pública pode e deve ser eficiente. Este é o modelo de parceria público-privada que o Paraná aplica e que está dando certo: cargas privadas em ferrovias e portos públicos".

Os números crescentes de produção se devem às mudanças operacionais e melhoria na manutenção das locomotivas implementadas pela Ferroeste. "A oficina está funcionando 24 horas. Com isso, as locomotivas eventualmente avariadas retornam à operação rapidamente. Também ampliamos os itens checados nas revisões preventivas periódicas, o que levou à queda acentuada do tempo gasto na manutenção corretiva", informa o engenheiro Lino Antonio Campos, diretor de produção da empresa.

Quando retomou a operação da ferrovia das mãos da empresa privada Ferropar, a Ferroeste encontrou a frota em péssimo estado de manutenção. Desde então, a empresa já investiu mais de R$ 1,2 milhão na recuperação e manutenção das locomotivas e vagões. "Com isso, aumentamos a disponibilidade de tração: menos tempo de locomotivas imobilizadas em manutenção corretiva e mais tempo de locomotivas rodando e produzindo. Esta é uma das causas do aumento constante da produção da ferrovia durante a gestão pública", diz o presidente da Ferroeste, Samuel Gomes.  Além disso, desde a retomada da ferrovia pelo Estado, a Ferroeste gastou R$ 4,7 milhões em locação de locomotivas e vagões.

Os bons resultados se devem também à confiança dos produtores na ferrovia, que aumentaram a demanda de transporte. "Após a retomada da ferrovia pelo Governo, passamos a transportar um volume imensamente maior, já que o monopólio logístico das empresas de grande porte foi quebrado. E pretendemos aumentar esse volume ainda mais. Acreditamos na Ferroeste", diz o gerente de Logística da AB Insumos, de Santa Terezinha de Itaipu, Valmir Wieste.

De acordo com Alcides Cavalca, presidente do Conselho de Usuários da Ferroeste e proprietário da cerealista Moinho Iguaçu, de Cascavel, os números da produção da Ferroeste mostram que os produtores estão acreditando na ferrovia. "Os usuários estão trabalhando para que essa parceria com o governo do Estado continue gerando novos recordes. Se depender dos produtores, a Ferroeste continuará aumentando sua produção cada vez mais", disse Cavalca.

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