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Primeira detida na Lava Jato, doleira acerta delação e é solta

21 de junho de 2016
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Primeira detida na Lava Jato, doleira acerta delação e é solta

Primeira detida na Operação Lava Jato e umas das personagens mais icônicas da investigação, a doleira Nelma Kodama deixou a prisão nesta segunda-feira (20) após firmar um acordo de delação premiada. Autointitulada “a última grande dama do mercado”, Kodama, 49, que já teve um relacionamento com o doleiro Alberto Youssef, ganhou notoriedade após cantar “Amada Amante” durante uma sessão da CPI da Petrobras, no ano passado, e salvar um carcereiro de um ataque cardíaco na Polícia Federal. As informações são de Estelita Hass Carazzai e Bela Megale na Folha de S. Paulo.

A delação, que foi negociada durante meses, ainda não foi homologada pelo juiz Sergio Moro. Em declarações anteriores, a doleira prometeu detalhar como mudanças na regulamentação bancária abriram caminho para a abertura de contas ocultas no exterior, facilitando a lavagem de dinheiro.

Kodama estava presa havia dois anos e três meses, desde março de 2014 –quando foi pega no aeroporto de Guarulhos (SP) com 200 mil euros na calcinha, ao tentar sair do país.

Ela instalou uma tornozeleira eletrônica e irá permanecer em prisão domiciliar. A doleira já foi condenada a 18 anos por corrupção, evasão de divisas e lavagem de dinheiro, mas irá cumprir uma pena diferenciada por causa do acordo.

O advogado de Kodama, Juan Marciano Viera, não quis se manifestar sobre os detalhes da negociação. “Ela está bem tranquila, consciente da situação em que está e da punição que já teve. Foi uma experiência que certamente trouxe muito aprendizado para ela”, disse à Folha.

Quando estava presa, Kodama ainda prometia escrever um livro sobre suas experiências. O advogado diz que “material para isso ela tem”. “Só falta ver se ela vai levar o plano adiante.”

DELAÇÃO PREMIADA

Presa na primeira fase da Lava Jato, Nelma Kodama chegou a firmar um acordo de delação premiada com a Polícia Federal meses depois de ser detida, revelando informações usadas na deflagração das fases iniciais da operação.

A negociação, porém, não envolveu a força-tarefa de Curitiba (PR), que é a responsável pela condução das negociações.

A doleira passou então a fazer uma nova tratativa, desta vez com o Ministério Público Federal, para que conseguisse usufruir dois benefícios da colaboração. Esse fato culminou na sua soltura, nesta segunda.

O mesmo aconteceu com Iara Galdino, braço-direito de Nelma e administradora de empresas de fachada.

Há duas semanas, ela progrediu para prisão domiciliar após acertar acordo com os procuradores da força-tarefa. Inicialmente, Iara também havia negociado delação comente com a PF. Nos dois casos, os delegados destacaram aos procuradores a importância de as colaborações serem aceitas pelo MPF.

O advogado de Iara é o mesmo de Nelma.

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