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POLÍCIA APURA SUPOSTA NOMEAÇÃO DE LARANJAS QUANDO BETO RICHA ERA DEPUTADO

De Dimitri do Valle na Agência Folha

A Polícia Civil do Paraná investiga a nomeação de supostos laranjas em cargos de confiança no gabinete do então deputado estadual Beto Richa (PSDB), atual prefeito de Curitiba e candidato à reeleição. Segundo o Datafolha, ele tem 71% das intenções de voto.

Depoimentos de três pessoas ouvidas entre sábado e ontem no Cope (Centro de Operações Policiais Especiais) mostra que elas não trabalharam no gabinete de Richa (deputado de 1995 a 2000) no período em que constam como nomeadas.

Um dos interrogados foi o mestre de obras Ivo Ferreira de Oliveira, "exonerado" no dia 1º de fevereiro de 2001 pelo ato da comissão executiva 060/2001. Segundo a assessoria de Richa, há um homônimo que trabalhou no gabinete e hoje responde pela diretoria jurídica da Urbs (empresa da Prefeitura que gerencia o transporte coletivo). A assessoria vê no caso objetivo político para "prejudicar" a campanha do tucano. Confira a íntegra da reportagem clicando no

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Polícia apura suposta nomeação de laranjas quando Beto Richa era deputado

Polícia apura suposta nomeação de laranjas quando Beto Richa era deputado

DIMITRI DO VALLE
da Agência Folha, em Curitiba

A Polícia Civil do Paraná investiga a nomeação de supostos laranjas em cargos de confiança no gabinete do então deputado estadual Beto Richa (PSDB), atual prefeito de Curitiba e candidato à reeleição. Segundo o Datafolha, ele tem 71% das intenções de voto.

Depoimentos de três pessoas ouvidas entre sábado e ontem no Cope (Centro de Operações Policiais Especiais) mostra que elas não trabalharam no gabinete de Richa (deputado de 1995 a 2000) no período em que constam como nomeadas.

Um dos interrogados foi o mestre de obras Ivo Ferreira de Oliveira, "exonerado" no dia 1º de fevereiro de 2001 pelo ato da comissão executiva 060/2001. Segundo a assessoria de Richa, há um homônimo que trabalhou no gabinete e hoje responde pela diretoria jurídica da Urbs (empresa da Prefeitura que gerencia o transporte coletivo). A assessoria vê no caso objetivo político para "prejudicar" a campanha do tucano.

As outras duas pessoas ouvidas pela polícia foram a perfumista Maria Margarete Ribas Nalovaike e a auxiliar de nutrição Divair Antônia de Almeida Cardoso. Maria disse que "não tem idéia" de como seu nome foi parar na relação de funcionários do tucano.

O nome de Maria aparece em exonerações e renomeações entre 1997 e 1999 em edições do "Diário Oficial" da Assembléia repassadas à polícia pelo advogado Guilherme Gehlen, que protocolou a denúncia contra o prefeito. Guilherme não foi localizado pela reportagem.

Já Divair afirmou em depoimento ter trabalhado no gabinete do então deputado entre 1995 e 1996, mas de acordo com cópia do ato da comissão executiva número 140/97, publicado no "Diário" da Assembléia Legislativa de 19 de maio de 1997, repassado por Gehlen à polícia, ela foi nomeada a partir de 1º de abril daquele ano e exonerada em fevereiro de 1999.

O advogado Ivan Bonilha, que assessora Richa na campanha, disse que aguardava informações da direção jurídica da Assembléia a respeito da eventual condição funcional de Maria Margarete e Divair Antônia, mas disse que Richa nunca cometeu qualquer ato de irregularidade quando deputado.

Bonilha declarou ser "estranho" que denúncias como essa apareçam em período eleitoral. "Estamos desconfiados de que possa haver uma instrumentalização política por parte de instituições [como a polícia] para prejudicar a campanha do Beto", afirmou o advogado.
(http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u445656.shtml)

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