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PB e Dilma se assanham com R$ 15 bilhões do 4G

8 de março de 2014
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A Folha de S. Paulo, em editorial deste sábado, 8, mostra que o ministro Paulo Bernardo (Comunicações) e a presidente Dilma Rousseff estão assanhados em fazer caixa com R$ 15 bilhões com o leilão do 4G (telefonia celular de quarta geração), o que pode afetar a cobertura e a qualidade dos serviços prestados. “Depois do apuro que passou e das manobras contábeis a que precisou recorrer para alcançar a meta de poupança de 2013, a equipe da presidente Dilma Rousseff (PT) mostra-se neste ano propensa a começar mais cedo sua busca por recursos excedentes”, diz o editorial “Telefonia sem sinal”.

“Ilustra essa disposição a notícia, veiculada por esta Folha, de que o governo decidiu mudar as regras da segunda fase do leilão do 4G, a ser realizada em agosto. Com a modificação, o valor cobrado pelas licenças saltará de R$ 6 bilhões para até R$ 15 bilhões”, continua.

Para a Folha de S. Paulo, “o leilão do 4G é o exemplo mais recente dessa miopia administrativa. Os bilhões adicionais que o governo pretende arrecadar virão em troca – se de fato vierem – de uma redução das obrigações a serem cumpridas pelas empresas”.

“Em outras palavras, pelo modelo em estudo, as teles pagarão mais para obter licenças, mas não estarão comprometidas com metas de cobertura. Regiões sem poder de compra dificilmente receberão o serviço, a fiscalização será afetada e até programas do governo, como o da banda larga, terminarão prejudicados”, prossegue o jornal.

“Poucos segmentos evidenciam com tanta clareza a falta de preparo do Brasil para seu crescimento. Disparou, a partir de 2003, o consumo de telefones celulares no país – já são mais de 250 milhões de aparelhos -, mas a infraestrutura não acompanhou a demanda. Não é por acaso que o setor lidera listas de reclamações de consumidores insatisfeitos. Em vez de enfrentar o gargalo, o atual governo se inclina a criar novos problemas para os usuários de telefonia”.

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