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Operação “Copa América 2019”

 

A abertura oficial da Operação Copa América foi realizada na última sexta-feira (14), pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, e pelo secretário de Operações Integradas (Seopi), Rosalvo Franco. O lançamento ocorreu no Centro Integrado de Comando e Controle Nacional (CICCN), em Brasília (DF).

“As forças policiais estão para servir e proteger a população. E, nós, estamos atuando para que esse trabalho seja realizado sem qualquer espécie de incidente. Vamos esperar um grande espetáculo nos campos de futebol e segurança e normalidade fora deles”, afirmou Moro. Ele ressaltou ainda os esforços realizados entre os governos federal e estaduais para que os jogos ocorram sem qualquer incidente, garantindo a segurança do torcedor.

A Diretoria de Operações da Seopi/MJSP foi responsável por elaborar o Plano Estratégico de Segurança da Copa América 2019 e pela interlocução entre o Comitê Organizador Local da Conmebol e todas as esferas da segurança pública. “Estamos coordenando o trabalho desde janeiro com as cidades-sede e, agora, vamos acompanhar as atividades que serão desenvolvidas pelas forças de segurança conforme suas respectivas áreas de atuação”, afirmou Rosalvo, reforçando o empenho de todas instituições envolvidas.

Ocorrências de brigas em bares, em estádios ou em aeroportos, assim como o trabalho das forças de segurança pública, nos hotéis, centros de treinamento, estádios e rotas por onde passarão as delegações serão acompanhadas, em tempo real, pelos coordenadores dos estados que atuarão diretamente do CICCN. A estrutura conta com 300m², 56 monitores integrados de 55 polegadas e 54 estações de trabalho.

O alinhamento das ações segue a Doutrina Nacional de Atuação Integrada de Segurança Pública (DNAISP), criada a partir da participação de todos os agentes de segurança pública. Cada órgão vai atuar dentro da sua atribuição e trabalhar integralmente para proteção e segurança das áreas de interesse operacional e impactada; das delegações, autoridades, residentes e turistas; prevenção e repressão de crimes, organizações criminosas, extremistas e terroristas.

Além dos integrantes da Seopi, da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal, da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE), representantes dos cinco estados-sede (São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Minas Gerais e Rio Grande do Sul) trabalham no acompanhamento da Operação Copa América 2019. As informações serão enviadas pelos coordenadores do Centro Integrado de Comando e Controle Regional dos estados-sede da Copa América.

Além do CICCN, haverá o Centro de Cooperação Policial Internacional (CCPI) sediado no Rio de Janeiro. Criado pela Polícia Federal, o local vai concentrar as informações relativas às ocorrências e aos incidentes envolvendo torcedores estrangeiros.

Torcidas Organizadas
A Seopi será responsável também em manter contato com todas as polícias dos estados e países envolvidos com troca de informações. Os Barras Bravas estão proibidos de ingressar no Brasil. O controle será realizado pela Polícia Federal, com o apoio da Polícia Rodoviária Federal, Receita Federal e demais órgãos de segurança pública nos portos, aeroportos internacionais e pontos de fiscalização terrestre de migração.

A medida de impedimento de ingresso será destinada a todo estrangeiro cujo nome conste nos sistemas de controle migratório como “membro de torcida envolvido em violência em estádios”. Uma base de dados com mais de cinco mil fotos e nomes dos torcedores, além de seus respectivos times, em sua maioria de países da América do Sul, é um dos métodos de fiscalização. O levantamento não significa que todos os nomes sejam impedidos de ingressar no Brasil. A relação é atualizada diariamente. Essa análise de restrição está sob responsabilidade estratégica da Polícia Federal em conjunto com Centro de Cooperação Policial Internacional (CCPI).

Trabalho integrado
As polícias Federal, Rodoviária Federal, Militares, Civis, além das Secretarias de Segurança Públicas ou similar, Bombeiros Militares,  Guardas Municipais, órgãos de Trânsito e Defesa Civil estarão envolvidos na atuação conjunta.

Para não haver sobreposição de tarefas, os papéis de cada instituição na operação foram definidos por Áreas de Interesse Operacional (AIO) e diagnóstico dos fatores de risco, mapa estratégico, eixos de atuação, cronograma, metodologia, matriz de atuação e de responsabilidades.

São consideradas AIO: aeroportos, hotéis, centros de treinamento, estádios e rotas protocolares. Áreas Impactadas são: pontos turísticos, locais de aglomeração de pública.

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