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NOVO PEDÁGIO BLOQUEIA ACESSO PARA 500 FAMÍLIAS NA DIVISA DE FAZENDA RIO GRANDE E MANDIRITUBA

NOVO PEDÁGIO BLOQUEIA ACESSO PARA 500 FAMÍLIAS NA DIVISA DE FAZENDA RIO GRANDE E MANDIRITUBA

O novo pedágio instalado na BR-116 bloqueou o acesso de mais de 500 famílias que moram em seis bairros na divisa das cidades de Fazenda Rio Grande e Mandirituba. A concessionária Autopista Planalto Sul fechou há 30 dias o acesso da centenária Estrada do Rio Negro aos bairros Jardim Colonial, Jardim Veneza, Campo da Cruz , São Sebastião e localidade Ganchinho. "As pessoas saíram para trabalhar e quando voltaram para casa, o acesso estava fechado. Agora, temos que fazer um desvio de mais de oito quilômetros.", disse Ana Elisa Peixoto do Amaral, moradora do Campo da Cruz.

O novo pedágio instalado na BR-116 bloqueou o acesso de mais de 500 famílias que moram em seis bairros na divisa das cidades de Fazenda Rio Grande e Mandirituba. A concessionária Autopista Planalto Sul fechou há 30 dias o acesso da centenária Estrada do Rio Negro aos bairros Jardim Colonial, Jardim Veneza, Campo da Cruz , São Sebastião e localidade Ganchinho. "As pessoas saíram para trabalhar e quando voltaram para casa, o acesso estava fechado. Agora, temos que fazer um desvio de mais de oito quilômetros.", disse Ana Elisa Peixoto do Amaral, moradora do Campo da Cruz.

Os moradores fizeram uma assembléia nesta terça-feira (10) e nesta quarta-feira (11), denunciaram o bloqueio aos deputados Luiz Cláudio Romanelli (PMDB) e Professor Lemos (PT) e ao Ministério Público Federal. "É o mesmo caso da praça de pedágio de Jacarezinho. O pedágio foi instalado na divisa das cidades, em perímetro urbano, dividindo bairros interligados. Esse pedágio é ilegal e a praça deve ser removida ou a concessionária liberar o bloqueio", disse Romanelli. As praças de Jacarezinho na rodovia BR-369 só estão abertas em função de liminar do Supremo Tribunal Federal para concessionária Econorte.

"Querem implantar tarifas no perímetro urbano. Os precedentes que temos são muito importantes para amparamos essa luta. As crianças não podem ir a escola, o ônibus não circula mais por conta do pedágio. Temos que buscar mecanismos, nessa casa, cobrar do DNIT, da ANTT e do governo federal uma solução. Temos que ir ao Ministério Público Federal e denunciar toda essa situação", disse Romanelli.

Os moradores afirmaram que já procuraram a concessionária que ofereceu a pavimentação das ruas dos bairros em troca da manutenção da praça de cobrança na frente do posto da Polícia Rodoviária Federal. "A concessionária tinha a opção de instalar a praça em outro local, em terreno plano, mas optou pela localização em frente ao posto da PRF justamente para bloquear o acesso aos moradores e ampliar a cobrança", disse Fabiano Ferreira.

Segundo os moradores, a concessionária vai cobrar, a partir de 15 de fevereiro, a tarifa de R$ 2,70 para carros de passeio e os caminhões pagarão este preço por eixo. "Nós estamos cerceados no direito de ir e de vir. Vamos pagar pedágio para levar os filhos para escola, para trabalhar, para visitar os nossos parentes. Isso é um absurdo", disse Gilmar Chiapetti.

Os moradores já apresentaram suas propostas à concessionária: a construção de trincheiras, passarelas e ruas marginais para garantir o acesso aos bairros bloqueados pela praça do pedágio. "A concessionária disse que vai duplicar a rodovia, mas não vai resolver o nosso problema", completou Ana Elisa.

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