Lula, Temer, FHC, Sarney e Collor consultam Forças Armadas para avaliarem risco de golpe no país

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Articulação entre ex-presidentes da República e Forças Armadas teria sido feita por ex-ministros da Defesa. Segundo militares, pela instituição, não haverá impedimento para as eleições, mas o mesmo pode não ser aplicado à Polícia Militar.

De acordo com o Estadão, cinco ex-presidentes da República do Brasil entraram em contato com as Forças Armadas para avaliar a chance de golpe no país em meio aos ataques do atual presidente, Jair Bolsonaro, ao Judiciário e ao sistema eleitoral brasileiro.

Os cinco ex-mandatários que entraram em contato com militares foram: Luiz Inácio da Silva, Fernando Henrique Cardoso, Fernando Collor e José Sarney.

Os ex-presidentes ouviram de generais da reserva e da ativa a garantia de que as eleições vão acontecer e que o vencedor, seja quem for, tomará posse.

Durante as conversas, os generais foram questionados sobre as constantes aparições de Bolsonaro em solenidades militares das Forças Armadas. Segundo a mídia, eles explicaram aos seus interlocutores que não podem impedir a presença do presidente nesses eventos, mas que ela não será suficiente para romper a hierarquia. Ou seja, afastaram a hipótese de Bolsonaro contar com insubordinação dentro das forças.

Entretanto, os militares expressaram preocupação de que o presidente e seus aliados tentem fazer isso em uma manobra dentro da Polícia Militar. O risco de rompimento da cadeia de comando nas PMs é monitorado pelas Forças Armadas.


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REUTERS / ADRIANO MACHADO

Tanques da Marinha do Brasil passam próximas bandeiras com a imagem do Presidente do Brasil Jair Bolsonaro na Esplanada dos Ministérios após desfile militar em Brasília, Brasil 10 de agosto de 2021.

A comunicação entre os ex-presidentes e as Forças Armadas teria sido articulada pelos ex-ministros da Defesa, Nelson Jobim, Raul Jungmann e Aldo Rebelo.

Também participou do movimento o professor de filosofia Denis Lerrer Rosenfield, que é amigo de Temer e mantém boas relações com generais, como o ex-ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) Sérgio Etchegoyen e com o vice-presidente Hamilton Mourão. Pelos menos seis generais da ativa e da reserva forneceram os relatos sobre a situação do Exército, de acordo com o Estadão.

“Antes de mais nada, essa não é uma discussão boa para o país, uma discussão que tem como agenda o envolvimento de militares na política. Não é um bom sinal […] a boa notícia dentro da má notícia é que os militares não estão interessados em desempenhar um protagonismo na desorientação que estamos atravessando”, disse o ex-ministro Aldo Rebelo.

Para Rebelo, a disputa eleitoral de 2022 é um problema que os civis devem resolver.

“Não são os militares que vão resolver problemas criados pelos civis. Eles já são responsáveis por muita coisa importante”, afirmou.

De acordo com a mídia, além dos ex-presidentes, os governadores de São Paulo, João Doria (PSDB), e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), receberam o mesmo relato.

com informações da Agência Sputink

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Doria critica Lira: ‘Não tem compromisso democrático’

Brasil

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Após o pronunciamento em rede nacional feito pelo presidente da Câmara ante os atos de ontem (7), governador de São Paulo lamenta postura de Lira e diz que “não é nas palavras, mas com atitude, que se faz a democracia”.

Nesta quarta-feira (8), o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), criticou o discurso feito mais cedo pelo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP), sobre os atos do dia 7 de setembro.

Por não ter citado o impeachment do presidente Jair Bolsonaro nas declarações, Doria disse que Lira “não tem compromisso com a democracia”, segundo o G1.

“Lamento que ele não tenha compromisso com a democracia, porque se tivesse, estaria colocando em pauta o impeachment do presidente Bolsonaro. Eu lamento, sinceramente, a postura, a atitude e o descompromisso do presidente da Câmara com a democracia brasileira”, afirmou.

Na continuação de seus comentários, Doria ainda afirmou: “Que ele [Lira] proceda, dentro da democracia e dos procedimentos do Congresso Nacional, a apresentação do processo de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro. Não é apenas na palavra, é na atitude que se faz democracia”, completou.

Na terça-feira (7), o governador manifestou, pela primeira vez, ser a favor do impeachment do presidente da República. Doria disse que esperava que Lira submetesse o pedido aos demais parlamentares.

“Depois dos arroubos, do afrontamento que tivemos ontem [7] à Constituição, à democracia, à Suprema Corte, o mínimo que poderia se esperar de um presidente de uma Câmara era submeter aos seus parlamentares, já que a decisão não é dele, não é monocrática, e sim da Câmara e do Senado, que pudesse submeter e dar andamento ao pedido de impeachment”, declarou.

Segundo a mídia, o governador foi questionado sobre possível aliança com o PT e uma formação de bloco contra Bolsonaro, em sua resposta, Doria disse que é uma decisão que cabe ao presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo.



com informações da Agência Sputink

CPI da Covid: comissão aprova quebra de sigilo de advogado de Bolsonaro e de Ricardo Barros

Mais de 180 requerimentos foram aprovados no início da sessão desta quinta-feira (19). No caso específico do deputado e do advogado, as investigações giram em torno da compra da vacina Covaxin.

No início da sessão da CPI da Covid nesta quinta-feira (19), os membros da comissão aprovaram 187 requerimentos, entre eles, acesso aos dados fiscais do deputado federal Ricardo Barros (PP-PR) e do advogado do presidente Jair Bolsonaro, Frederick Wassef, de acordo com a CNN Brasil.

A quebra de sigilo de Wassef foi solicitada pelo relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL). Segundo Calheiros, há indícios para apurar se o advogado recebeu recursos da Precisa Medicamentos na assinatura do contrato para compra da vacina Covaxin.

Ricardo Barros também teve pedido de quebra de sigilo referente às negociações do imunizante indiano. Após polêmico depoimento na CPI que levou à suspenção da sessão no dia 12 de agosto, o deputado vem atacando a Comissão Parlamentar de Inquérito.

Ontem (18), o líder do governo na Câmara disse que a comissão “extrapola, exagera e mente”.

“A CPI não encontrará nenhuma ligação minha com a Precisa, todas as pessoas ouvidas no caso Covaxin negaram minha participação. A comissão extrapola, exagera e mente, mas agora a condução da relação com a CPI é com meus advogados”, disse o deputado citado pela mídia.

No total, a CPI solicitou 96 de pedidos de informação, 83 de quebras de sigilos, seis de convocação, um convite à CPI e um pedido de auditoria ao Tribunal de Contas da União (TCU), segundo a mídia.