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LOBÃO II – SEMPRE HOUVE GRANA

Deveríamos deixar de colocar a cultura em um patamar muito etéreo. Em todo o transcorrer da arte, sempre houve grana. No período barroco, o artista tinha de fazer um périplo em castelos. A gravadora mudou de patamar, mas não pode ser aniquilada, enquanto força de organização. Se ficarmos com pruridos de botar a mão na massa, vem [a banda] Calypso e toca. Hoje, a classe média lida com o rock de forma franciscana, de que não se deve sujar a mão com lucro. Meu diapasão seria o de combater essa mentalidade tacanha.de Lobão, o músico, no debate em comemoração dos 50 anos da Ilustrada, caderno cultural da Folha de S. Paulo.

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