Escrito por 17:20 Política

Feira de profissões da Uninter, um exemplo

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Jorge Bernardi

A 2ª edição da Feira de Empregos e Profissões da Uninter, em Curitiba, mostrou como a responsabilidade social pode ser um diferencial, uma inovação para as empresas e que pode servir de modelo para outras instituições das cidades do Paraná e de outros estados.

Isso tipo de feira que em muitas escolas do ensino superior é apenas uma mostra dos cursos, no Grupo Uninter virou uma grande oportunidade das pessoas conseguir a vaga de um emprego tão esperado neste momento em que 13 milhões de brasileiros estão sem trabalho.

A feira funciona assim: a Uninter faz parceria com empresas interessadas em contratar funcionários e dá uma oportunidade a elas mostrar suas vagas em um espaço grande como o Expo Barigui. Neste ano foram feitas parcerias com 41 empresas que ofereceram mais de 3,5 mil vagas de emprego. Mais de 22 mil pessoas circularam em tudo o que feira ofereceu.

Repito. Em um momento tão delicado como este que vivemos, com tantas pessoas desempregadas, uma ação como essa tem um impacto social enorme e, sem dúvidas, muda a vida de muita gente. É importante destacar que as empresas aproveitam os currículos por até seis meses, portanto até o final do ano muitas pessoas que estiveram na feira serão chamadas para ocupar novas vagas que surgirão neste período.

Além das vagas oferecidas na feira, um estande mostrou o programa de estágios Jovem Aprendiz, palestras sobre mercado de trabalho e profissões. Uma equipe de especialistas fez testes vocacionais e deu orientações sobre profissões e as competências e formações exigidas em cada uma delas.

A feira teve ainda atividades culturais para todos os públicos, tornando-a um evento para toda a família. Também havia, é claro, estandes mostrando os cursos do Grupo Uninter, sorteio de bolsas de estudo e a possibilidade de fazer vestibular e a matrícula na hora.

Mas os grandes saldos do evento foram a oportunização de emprego e o claro comprometimentos social das empresas participantes. As milhares de pessoas que saíram da feira com uma vaga de emprego encaminhada são a prova da importância do evento, que tem apenas dois anos de existência.

Isso podemos chamar de responsabilidade social que pode avançar além da gestão ética e transparente, uma condição fundamental nos negócios. Na prática, pode-se a fazer como a Uninter com a sua feira de empregos e de outros exemplos como acontece em Nova York em que grupos de empresas tomam conta da zeladoria dos quarteirões, praças e outros equipamentos públicos próximos onde estão instalados.

Podemos colaborar também com a mobilidade urbana oferecendo vale-táxi ou vale-uber para grupos de funcionários que têm itinerários próximos ou comuns no deslocamento da casa ao trabalho. E até criar expedientes diferenciados com entradas entre às 7h e 10h e saídas entre 17h e 20h, diminuindo de forma considerável o fluxo de automóveis nas ruas nos horários considerados de pico. Podemos também oferecer vale-cultura, vale-literatura, cursos e outras ações de incentivo para a cidadania dos colaboradores. No grupo Uninter, algumas dessas propostas já estão em prática.

Do ponto de vista empresarial e dos negócios, a ação proativa de empresas de levar as vagas até os trabalhadores, e de um grupo de ensino em reunir estas oportunidades com informações necessárias ao mesmo tempo em que apresenta seus produtos, mostra que a responsabilidade social pode alcançar novos patamares e passar por inovações.

Jorge Bernardi, professor e vice-reitor da Uninter

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