Escrito por 08:10 Chico Brasileiro, Saúde

Especialista aprova legado de Chico Brasileiro na saúde

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A decisão do prefeito Chico Brasileiro (PSD) em investir na ampliação dos números de leitos de UTI e nas reformas do Hospital Municipal Padre Germano Lauck em vez de instalar um hospital de campanha no tratamento da covid é a mais correta, segundo avalia especialista entrevistado pelo Jornal Hoje da TV Globo.


No debate da Rádio Cultura, ao responder pergunta do Conselho Municipal de Saúde, Chico Brasileiro defendeu novamente investimentos em estruturas duradouras na área. De acordo com o prefeito, é muito melhor ampliar a estrutura já existente ao invés de montar um hospital de campanha. “Esse não seria um bom uso do dinheiro público”, disse.

Chico Brasileiro disse que ao ampliar o número de leitos no hospital municipal e realizar parceria com a Itaipu Binacional e a Unila no combate ao coronavírus, os benefícios desse investimento permanecerá mesmo após o fim da pandemia.

No início da pandemia em março, Foz do Iguaçu contava com 30 leitos de UTI. Uma nova ala no hospital municipal foi construída em 60 dias com um investimento superior a R$ 2 milhões, tem a capacidade para atender 21 pacientes com a covid-19. Hoje, são 65 leitos exclusivos para o atendimento da doença, 15 deles são do Hospital Ministro Costa Cavalcanti.


Fechados – O Jornal Hoje fez um levantamento no país inteiro sobre os hospitais de campanha que foram abertos para combater a covid-19. Foram pelo menos 129 hospitais temporários abertos no país, 63 ainda estão funcionando e 66 foram fechados.

A construção desordenada de hospitais de campanha também revelou problemas. No Rio de Janeiro, oito hospitais foram anunciados e somente três abriram. Em alguns estados, os leitos extras ficaram vazios. Em Pelotas (RS), o hospital foi montado em abril e acabou desativado em julho, três meses depois sem ter sido usado. Nenhum paciente foi atendido, eram 159 leitos de enfermaria que custaram R$ 400 mil ao município.

O hospital montado pelo governo de Minas Gerais em Belo Horizonte custou R$ 2 milhões, chegou a ser inaugurado no fim de abril, mas só abriu em julho e em setembro foi desativado também sem nunca ter recebido um só paciente.


Marcelo Lopes, gestor em saúde pública, defende também o investimento em estruturas já existentes. “Teria como planejar, montar uma estrutura, uma equipe específica para terminar esses hospitais, para eles ficarem depois como legado desse investimento gigantesco que está tendo com a pandemia, e que após a pandemia, esses locais não seriam perdidos”.

“Montar um hospital de campanha agora não é mais aceitável, não é mais necessário, não é mais justificável, porque a gente precisa sim ter investimentos nas estruturas prontas que ficarão como legado pós-pandemia”, completou Lopes.

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