Written by 15:00 Curitiba, Eleições 2020

Eleições Municipais provocarão uma “dança das cadeiras” na Câmara de Curitiba

As eleições municipais de outubro devem provocar um intenso movimento migração partidária na Câmara Municipal de Curitiba. Até 4 de abril, quando termina o prazo para a filiação de quem vai disputar o pleito, um número significativo de vereadores deve mudar de legenda em busca de siglas mais competitivas para buscarem a reeleição. E com as mudanças na legislação eleitoral, a tendência é que os parlamentares migrem para partidos que tenham candidatos próprios a prefeito, em detrimento daqueles que não disputem a eleição majoritária. Informações Bem Paraná.

O principal fator para essa “dança das cadeiras” é que a eleição deste ano é a primeira em que serão proibidas as coligações proporcionais para candidatos ao Legislativo. Ou seja, ao contrário do que acontecia nas disputas anteriores, os partidos não poderão mais se unir a outras legendas nas chapas que vão concorrer ao parlamento municipal.
A mudança foi aprovada na reforma eleitoral votada pelo Congresso no ano passado, como uma forma de combater a proliferação de partidos e a atuação dos chamados “puxadores de votos”, que com as coligações, acabavam elegendo candidatos de outras siglas nas alianças em que participavam. A intenção foi impedir que legendas de baixa representatividade e sem nomes fortes na urna peguem “carona” em puxadores de voto de outros partidos, em prática que ficou conhecida como “efeito Tiririca” – em referência ao deputado federal paulista que com mais de um milhão de votos, ajudou a eleger vários candidatos com baixa votação para a Câmara Federal.

Reforço
A alteração tende a favorecer siglas mais tradicionais que contem com candidatos competitivos à prefeitura, como o DEM do prefeito e pré-candidato à reeleição, Rafael Greca; o PSD do deputado federal e secretário de Estado da Justiça, Trabalho e Família, Ney Leprevost; o PDT do deputado federal e ex-prefeito Gustavo Fruet; o PSL do deputado estadual Fernando Francischini; e o PSB do deputado federal e ex-prefeito Luciano Ducci, além do MDB do ex-deputado federal João Arruda. Já as legendas que não concorrerão com nomes próprios à prefeitura correm o risco de verem suas bancadas serem “desidratadas” até o fim do prazo de filiação.

Janela – Esse movimento de migração deve se intensificar entre 5 de março ao dia 3 de abril, quando será aberta a chamada “janela partidária”. Nesse período, os vereadores poderão mudar de partido sem correr o risco de perder o mandato por infidelidade partidária. Essa janela foi criada pelos congressistas como forma de facilitar a mobilidade dos parlamentares em busca de melhores condições para garantirem um novo mandato no Legislativo.

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