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Dívidas de Fruet explodem e PT faz cara de paisagem

O grande tema da oposição petista é a situação das finanças do Paraná que passam por um período de conhecidas dificuldades por conta do bloqueio de empréstimos federais. A prefeitura de Curitiba, no entanto, que tem uma vice do PT, registrou um crescimento de 35% em sua dívida em apenas um ano. Em 2013 fechou com uma portentosa dívida de R$ 942 milhões. A alegação para explicar esse quadro, clássica, é a herança recebida do governo anterior. A secretária da Fazenda, Eleonora Fruet, num sinal de que o mar não está para peixe, resolveu prestar contas a Câmara de Vereadores na sexta-feira de Carnaval, dia 28, talvez na expectativa que os vereadores estivessem mais preocupados com o tríduo momesco que com o tripé econômico.

Não se viu nenhum representante do PT advertindo sobre a situação das finanças da prefeitura que, por comparação em escala, estão em situação mais complicada que as finanças estaduais. Os petistas também deveriam ser cuidadosos ao falar de problemas de caixa quando se analisa a situação do governo federal, que acumula seguidos recordes negativos em todos os setores. A tal ponto que o Brasil está na bica de ter sua nota rebaixada pelas agências internacionais de risco e o país foi incluído entre os “cinco frágeis” (Brasil, Turquia, Indonésia, Índia e África do Sul), que tem em comum um elevado déficit em conta corrente – o saldo das transações entre um país e o resto do mundo – e um nível relativamente alto de inflação ao consumidor. Uma situação que não recomenda fazer marola.