Deputados derrubam filho e abrem guerra contra Requião

Deputados derrubam filho e abrem guerra contra Requião

A escolha do deputado Anibelli Neto para ser o líder da oposição na Assembleia Legislativa foi um recado dos deputados estaduais do MDB a Roberto Requião. Até dezembro, era certo que a liderança seria assumida pelo filho do senador que ocupava então a vice-liderança. Mas na primeira semana de trabalho veio a surpresa: Nereu Moura, Ademir Bier e o próprio Anibelli indicaram este último para o posto que alternado entre as bancadas do PT e do PMDB.

O motivo da revolta dos três deputados são as articulações para as eleições de outubro. Requião insiste em se lançar ao Senado ou governo em chapa pura ou com o PT, mas os deputados desejam uma aliança com Osmar Dias e outros partidos da base governista, como o PSB e o DEM, pois veem riscos de não voltarem caso Requião se lance novamente em uma aventura.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Goura e Requião Filho conversam sobre frente ampla no Paraná

As movimentações para as eleições de 2022 já começaram. O deputado estadual Requião Filho visitou a sede do PDT Paraná na manhã desta quinta-feira, (6), onde foi recebido pelo também deputado Goura Nataraj. Segundo o pedetista, os dois debateram a necessidade de uma frente ampla como alternativa para a disputa do governo do Paraná.

“Conversamos sobre a conjuntura política no Brasil e a necessidade de uma frente ampla para apresentarmos uma alternativa pra 2022 aqui no Paraná, baseada na democracia participativa, no fortalecimento do serviço público, na defesa do meio ambiente e dos direitos humanos! É uma proposta que conta com meu apoio!”, disse Goura em um post no Instagram.

Ambos os deputados já concorreram às eleições para a prefeitura de Curitiba e hoje fazem parte da banca de oposição ao governador Ratinho Junior na Assembleia Legislativa do Paraná. No Centro Cívico, especula-se que Requião Filho deve migrar para o PDT, já que integrantes do MDB articulam uma aliança com Ratinho.

Fake News de repasses aos estados é esdrúxula e diversionista, diz Romanelli

O deputado Luiz Claudio Romanelli (PSB) classificou de “fake news esdrúxula” a postagem que lista valores que o governo federal teria repassado em 2020 a cada Estado para combater a pandemia da covid-19. “É mais uma estratégia diversionista para esconder as falhas do governo federal no combate à pandemia e transferir a conta para os governadores e prefeitos. Uma fake news esdrúxula que mistura todos os repasses federais, inclusive aqueles que são constitucionais”, disse nesta terça-feira (2).

Na conta divulgada pelo presidente Jair Bolsonaro, o governo federal repassou R$ 38,6 bilhões ao Paraná no ano passado. No cálculo entraram recursos de repasse obrigatório, transferências para o SUS, suspensão temporária de dívidas e o auxílio emergencial. “Nessa mesma lógica utilizada, os paranaenses enviaram R$ 75,8 bilhões em impostos para a União no ano passado. Pergunto: onde estão os outros R$ 37,2 bilhões?!”, questionou Romanelli.

Romanelli elogiou o posicionamento de 19 governadores que, em carta, rebateram os dados e cobraram ações coordenadas para combater à pandemia. O documento foi assinado também pelo governador Ratinho Júnior (PSD)

“Os governadores e os prefeitos anseiam pela prática tão propalada na campanha do ‘menos Brasília e mais Brasil’. Não é possível que no momento mais duro da pandemia com falta de leitos de UTI, poucas vacinas e aumento no número de casos e mortes, tenhamos que demandar esforços rebatendo fake news produzida pelo próprio governo federal”, disse.

MENOS BRASÍLIA –
 O deputado lembrou que há décadas o Paraná recebe do governo federal muito menos do que arrecada em impostos. De cada R$ 100 pagos pelos paranaenses em impostos, R$ 60 vão para os cofres da União e apenas R$ 25 retornam ao Estado, outros R$ 15 são destinados diretamente aos municípios.

“É urgente a necessidade de o país discutir um novo pacto federativo.Descentralizar os recursos que hoje estão na mão do governo federal e assegurar mais autonomia para os Estados e Municípios”, destacou Romanelli.