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Coluna Boca Maldita desta quarta, 14

14 de fevereiro de 2018
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Na mira do Carnaval
Políticos, integrantes do Judiciário e até o salário mínimo sempre foram alvo de atitudes individuais na hora de criar a fantasia e dar um recado durante as folias de Momo. No entanto, 2018 entra para a história por misturar samba, suor e política. As escolas de samba, em especial as do grupo A do Rio de Janeiro, levaram para a avenida críticas pesadas, retratando o momento político brasileiro. O presidente Michel Temer – “ganhou” personagem em carro alegórico – e suas políticas social e trabalhista (vide a reforma da Previdência) se tornaram tema da Paraíso do Tuiuti.

Escravos de hoje
“Meu Deus, Meu Deus, Está Extinta a Escravidão?”, indagava o título do samba, que levou aos olhos do mundo a ideia de que exploração dos escravos prossegue, de outras formas, hoje em dia. O desfile agradou o público nas arquibancadas e desagrou a Rede Globo, um dos alvos do enredo.

Apoio virtual
Assim que terminaram os desfiles, portais colocaram na internet enquetes para saber a opinião da população sobre qual escola foi a melhor. A Paraíso do Tuiutiu rapidamente caiu nas graças dos internautas que lançaram campanhas pelo voto na escola.

Veredicto
Independente da preferência popular, as notas dos jurados serão divulgadas nesta quarta (14), decretando a escola vencedora do Carnaval de 2018 do Rio de Janeiro. Como a coluna anotou no início, a maior festa popular do Brasil deste ano, pelo nível de politização, já entrou para a história.

Coisas do Brasil
“O Brasil é o único país onde escola é de samba, sertanejo é universitário e a população é analfabeta”. Frase que circulou ontem (13) em grupos de Whatsapp.

Mais de 20
A oito meses das eleições presidenciais, mais de duas dezenas de pré-candidatos já colocaram o bloco na rua sonhando com o Palácio do Planalto. A constatação é de levantamento d’O Globo. O desfile de nomes é variado, retrato de um cenário de indefinição semelhante à disputa de 1989, quando 22 candidatos participaram da corrida eleitoral.

Todos os gostos
O pleito de outubro pode ter nas urnas representantes dos mais variados estilos: além dos políticos tradicionais, estão se mobilizando apresentadores de TV, banqueiros, um líder sem teto, um cabo bombeiro e até um cirurgião plástico exótico.

Mais de 500
Movimentos em busca de renovação política, que pipocaram nos últimos meses, preparam o lançamento de ao menos 500 candidatos para as eleições de outubro, por diferentes partidos. A estimativa, feita pela Folha a partir de números fornecidos pelas organizações, inclui principalmente postulantes à Câmara dos Deputados e às Assembleias Legislativas.

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