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Cartas de Foz: Vende-se!

Será que vai bater na trave novamente a tentativa da prefeitura de vender o imóvel do antigo abatedouro de Foz do Iguaçu?

Será que argumentos oficiais, de que o município está “buscando proporcionar uma utilização do imóvel, bem como mantê-lo protegido de depredações”, irão convencer possíveis compradores?

O imóvel do abatedouro, adquirido pela prefeitura no primeiro governo do prefeito Paulo Mac Donald Ghisi, do PDT (2005-2008), se transformou numa espécie de elefante branco na Gleba Guarani, bairro nos arredores da BR-277, principal via de acesso à Terra das Cataratas.

Esta é a segunda vez que a prefeitura tenta se livrar da estrutura, ação que esbarrou na falta de interesse da iniciativa privada.

A primeira tentativa aconteceu em 2006, mas ninguém mostrou interesse na compra.

Agora cinco anos depois o loteamento está novamente á venda.

A prefeitura municipal, aliás, anda nesses trilhos ultimamente, de vender tudo.

A nova proposta para se desfazer da estrutura encontra-se em análise na Câmara de Vereadores.

Mas este não é o xis da questão. O problema, aparentemente é que Foz do Iguaçu está a venda.

Primeiro o prefeito Paulo Mac Donald tentou vender o campo de futebol da Vila ‘A’ de Itaipu, principal área de lazer da região onde as famílias se reúnem nos finais de semana para confraternização e distração.
crianças jogam bola, adultos preparam churrasco, um sábado e domingo em família e vizinhos. Depois excelentíssimo arriscou vender o posto de combustível da Avenida Tancredo Nevez e a antiga sede dos funcionários da VARIG.

Para essa nova comercialização, na cartela de oferta, o prefeito justifica aos participantes que “há longo tempo encontra-se desocupado e sofrendo depredações”.

Mas, será que o prefeito conhece de fato a realidade do local?

Vejam a foto acima que mostra como está a estrutura, mais que abandonada, mal tratada, só rastros de esterco e possível presença do fatal mosquito da dengue.

A minha curiosidade é, vender para que? Fazer mais casas para a população? Investir o dinheiro em cultura?

Bobo que sou, até pensei em acreditar, mas, realista que fiquei, é difícil.

De imaginação informo aos leitores, estive no local, registrei em imagens e no meu mau entendimento não posso confirmar o tamanho da área total.

Mas posso confirmar que naquele local, no mínimo 200 casas podem ser feitas. Mas parece que para o prefeito, melhor mesmo é o dinheiro que ele irá render.

Os vereadores irão se reunir e então em um bom senso concluir se a área deverá entrar no bingo particular do prefeito ou se poderá abrigar alguma entidade, ou mesmo um conjunto habitacional popular.

Por enquanto, é tudo o que pode-se dizer sobre o tema.

Yan Ygor Kramer de Jesus (Yan Califa) é músico e estudante de Jornalismo em Foz do Iguaçu e escreve todas as semanas para o Boca Maldita.

Política, economia, cultura e bom humor no blog do Paraná.