por 09:53 Coronavírus no Paraná, Destaques

Argentinos começam a ser vacinados contra a Covid-19 nesta terça-feira, 29

Os argentinos começam a ser vacinados nesta 3ª feira (29.dez.2020) com a vacina russa Sputnik V. O grupo prioritário: profissionais de saúde.

A distribuição das primeiras 300 mil doses contra a covid-19, que chegaram ao país em 24 de dezembro, será feita de maneira equitativa, dependendo do número de médicos e enfermeiros que cada município tiver. A informação é do jornal Clarín. A intenção, segundo o governo, é vacinar todo o grupo em menos de 72 horas.

“A ideia é que, quando chegue o outono [20 de março de 2021], nós tenhamos a maior parte da população de risco vacinada”, declarou o presidente da Argentina, Alberto Fernández, a governadores. “Enquanto isso, vamos nos cuidar e que todos entendam que o risco existe e que é preciso evitar aglomerações”, finalizou.

SPUTNIK V

O imunizante russo foi aprovado para uso emergencial em 23 de dezembro pela Anmat (espécie de Anvisa da Argentina). É alvo de críticas por especialistas da saúde, já que, até o momento, não foram publicados detalhes da vacina em nenhuma revista científica. O RDIF (Fundo Russo de Investimento Direto) afirmou que isso será feito em janeiro de 2021.

Clarín teve acesso a um documento interno da Anmat em que foram citados dados da fase 3 da vacina Sputnik V. As informações foram entregues pelo Centro Gamaleya, desenvolvedor do imunizante, ao Ministério da Saúde da Rússia.

Segundo o documento, a vacina teria eficácia de até 96% –acima dos 91,4% encontrados na fase 2. Além disso, os dados disponíveis sobre o efeito do imunizante em pessoas acima de 60 anos são “fracos” e, por isso, “recomenda-se esperar até que mais informações estejam disponíveis”.

Por último, o jornal destaca que o texto cita 12 eventos adversos considerados “sérios”, dos quais 3 foram identificados em pessoas de mais de 60 anos, como cólica renal e trombose venosa profunda. Os outros não foram especificados.

Participaram, no total, 12.296 voluntários de 18 a 87 anos. Foram identificados 8.704 eventos adversos leves em 4.401 pessoas.

Fonte: Poder360

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