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Cida libera R$ 37 milhões para fábrica de medicamentos em Maringá

1 de dezembro de 2018
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A governadora Cida Borghetti autorizou nesta sexta-feira (30) a liberação de R$ 37 milhões do Estado para a construção do Centro de Desenvolvimento e Produção de Medicamentos Biológicos do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), em Maringá. A unidade vai produzir seis medicamentos para o Sistema Único de Saúde (SUS), para o tratamento de câncer e de doenças autoimunes.

Cida destacou a importância do investimento para o Paraná e o Brasil. “A unidade vai produzir medicamentos modernos. Abrirá aos pacientes ao SUS de todo o País o acesso a tratamento eficiente e de altíssima qualidade”, afirmou a governadora. “Além disso, a nova unidade coloca o nosso Tecpar em nível com instituições de excelência mundiais”, disse a governadora.

O presidente do Tecpar, Júlio Félix, afirmou que com a liberação dos recursos pelo Governo do Paraná a instituição garante 100% do valor necessário para erguer a nova planta industrial. Segundo ele, o centro já recebeu R$ 164 milhões do Ministério da Saúde para construção e equipamentos.

A unidade será instalada em um terreno doado pela Prefeitura de Maringá ao Tecpar. O edital de licitação dos projetos do centro será lançado nos próximos dias. Felix informou que o edital de projetos ainda não foi lançado porque aguarda orientação do laboratório Roche, que é o parceiro da tecnologia.

“Trata-se de uma produção em uma tecnologia nova, muito mais moderna do que a utilizada, é o que eles estão fazendo de novo na Suíça”, disse Félix. O instituto já assinou os termos de compromisso com o Ministério da Saúde para fornecer ao Sistema Único de Saúde (SUS) seis medicamentos – um deles já está sendo vendido pelo Tecpar ao ministério.

MEDICAMENTOS – Entre os medicamentos que serão produzidos no local, dentro da Plataforma de Biológicos para Doenças Autoimunes, estão os produtos indicados para o tratamento de artrite reumatoide Infliximabe, Adalimumabe e Etanercepte.

Na Plataforma de Biológicos Oncológicos estão os medicamentos indicados para o tratamento de câncer Rituximabe, Bevacizumabe e Trastuzumabe – este último, usado no tratamento de câncer de mama metastático, já está sendo vendido pelo Tecpar ao ministério, significando 100% da demanda de 2018.

PDP – O programa de PDP tem prazo de execução de até 10 anos. Ele começa com aquisição e fornecimento dos medicamentos e, gradativamente, inicia-se o processo industrial, com o envase do produto e formulação. Antes de iniciar a produção, o Tecpar pode comprar os medicamentos de laboratórios estrangeiros parceiros e vender ao Ministério da Saúde. Essa aquisição amplia a oferta dos produtos pelo SUS, reduz o custo e gera recursos para financiar a incorporação da tecnologia por parte do instituto paranaense.

SINTÉTICOS – Outra linha de cuidados do Tecpar está sendo desenvolvida com o Centro de Desenvolvimento e Produção de Medicamentos Sintético, unidade do instituto voltada a medicamentos sintéticos localizado no câmpus da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).

O instituto investirá, com recursos do Ministério da Saúde, R$ 35,9 milhões para a modernização do centro, que já conta com um laboratório de Controle da Qualidade, de Garantia da Qualidade e Armazenagem/Distribuição.

A unidade de Ponta Grossa terá escala industrial, com capacidade de produção de 200 milhões de comprimidos/ano e 100 milhões de cápsulas/ano, quantidades suficientes para suprir a demanda do Ministério da Saúde com medicamentos definidos como estratégicos pelo Tecpar. Entre os medicamentos para os quais o Tecpar já está selecionado para fornecer ao SUS estão usados no tratamento do câncer de mama, Anastrazol e Letrozol, e para o tratamento de câncer de próstata, Abiraterona.

PRESENÇAS – Participaram da solenidade os secretários da Fazenda, José Luiz Bovo; e da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Décio Sperandio; os presidentes da Sanepar, Ricardo Soavinski; do Instituto Fundepar, José Roberto Ruiz; do IAP, Luiz Carlos Manzato; da Acim, Michel Felipe Soares; e da Amusep, André Luiz Bovo; o reitor da UEM, Júlio Damasceno; a comandante-geral da PM, coronel Audilene Dias Rocha; o chefe do Estado-maior da PM, Antonio Zanatta; o deputado federal Ricardo Barros e os deputados estaduais Tiago Amaral e Jonas Guimarães.

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