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Brasil e Argentina discutem sobre possível redução de tarifa externa comum do Mercosul

5 de junho de 2019
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Brasil e Argentina já iniciaram conversas visando a possível redução da tarifa externa comum (TEC) do Mercosul, disseram três fontes com conhecimento do assunto à Reuters, embora o andamento dessas tratativas dependa de uma definição no cenário político na Argentina, que terá eleição presidencial neste ano.

Em média, segundo uma das fonte, do governo brasileiro, a TEC do Mercosul para a importação de produtos que não integram o bloco comercial, é de cerca de 14%, e o desejo dos países seria uma redução das tarifas ao longo dos próximos anos até chegar a um percentual de 5% a 6%.

“Queremos levar a tarifa para um média global. Hoje está bem acima e afeta nossa competitividade”, disse a fonte brasileira em condição de anonimato.

Uma segunda fonte na Argentina afirmou à Reuters que a redução da TEC dependerá, além do cenário eleitoral argentino, do sucesso das negociações comerciais entre o Mercosul e a União Europeia, enquanto uma terceira fonte, também do país vizinho, disse que a redução da tarifa é um desejo do governo do presidente argentino, Mauricio Macri, mas que a queda no percentual não deve ocorrer em todos os setores.

O presidente Jair Bolsonaro viaja esta semana à Argentina, quando se reunirá com Macri.

O avanço dos planos, no entanto, depende do cenário político eleitoral na Argentina. O país terá eleições presidenciais em outubro, e entre os candidatos estão Macri e uma chapa encabeçada pelo ex-chefe de gabinete da Presidência Alberto Fernández, que tem como candidata a vice a ex-presidente argentina Cristina Fernández de Kirchner.

A chapa com Cristina como a candidata a vice aparece em pesquisas de opinião à frente de Macri.

“Com Macri, já pode iniciar a revisão da TEC já no começo do ano que vem. Temos com Macri empatia de discurso, pessoal e nas medidas de abertura”, disse a fonte brasileira, ao frisar ainda que o ideal, para a abertura da economia regional, seria aprovar logo, antes do resultado das eleições argentinas, o acordo comercial do Mercosul com a União Europeia.

Bolsonaro tem se manifestado publicamente contra uma vitória da chapa que conta com Cristina nas eleições argentinas, apontando-a como um retrocesso e dizendo que a Argentina pode se tornar “uma Venezuela” se isso ocorrer. Também tem elogiado Macri e mostrado afinidade com ele, ao mesmo tempo que nega interferência em assuntos internos do país vizinho.

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