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Desembargadora que acusou Marielle chamou CNJ de ‘órgão espúrio’

25 de março de 2018
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Marília Castro Neves, do TJ do Rio, escreveu no Facebook que o Conselho Nacional de Justiça – que vai avaliar denúncia contra ela – é ‘composto em sua maioria por completos despreparados’

Denunciada ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) pelas acusações que fez à vereadora assassinada Marielle Franco (Psol), a desembargadora Marília Castro Neves já descreveu o Conselho como “um órgão espúrio composto em sua maioria por completos despreparados nomeados pelo Executivo e pelo Legislativo”. As informações são de Fernando Jasper, na Gazeta do Povo.

Em 19 de novembro de 2016, a desembargadora, que atua no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, escreveu um longo texto no Facebook para rebater uma reportagem da revista “IstoÉ” intitulada “O país dos privilégios: quem são os servidores públicos com supersalários”. Marília começa a postagem defendendo os benefícios e a remuneração dos magistrados. Mais adiante, afirma que, com a fiscalização exercida pelo CNJ, “o Judiciário perdeu até mesmo sua independência”. E diz que é por meio desse órgão “que o Executivo e o Legislativo encabrestam o Judiciário”.

“Hoje, com a fiscalização exercida pelo CNJ, um órgão espúrio composto em sua maioria por completos despreparados nomeados pelo Executivo e pelo Legislativo, o Judiciário perdeu até mesmo sua independência. Não há como explicar aos conselheiros que eles não são órgão revisor das decisões judiciais porque não são investidos de jurisdição. A maioria deles entende que pode fazer isso – e faz – em flagrante violação às normas constitucionais. Não precisa ser muito inteligente para se concluir que o CNJ, criado pelo PT, é o órgão através do qual o Executivo e o Legislativo encabrestam o Judiciário. Simples assim”, escreveu a desembargadora.

A postagem, reproduzida na imagem abaixo, foi apagada da rede social nesta terça-feira (20), um dia após a publicação desta reportagem. Logo abaixo da imagem, está o link incorporado do Facebook com a mensagem de que ela foi removida ou então que suas configurações de privacidade foram alteradas – de publicação pública para privada, visível apenas para os amigos da magistrada.

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