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Pesquisa aponta rejeição de jovens à política no Paraná

30 de janeiro de 2018
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Pesquisa aponta rejeição de jovens à política no Paraná

Pesquisa do Ministério Público/Secretaria Estadual da Educação, através do projeto “Geração Atitude”, aponta que a maioria dos jovens paranaenses tem rejeição à política e aos políticos. No universo de 10.952 estudantes do ensino médio de 176 escolas públicas, apenas 37,7% disseram ter interesse na política e 68,7% concordam, total ou parcialmente, que todos os políticos são corruptos. Ao mesmo tempo, 19,8% dos pesquisados em outubro do amo passado, admitiram a possibilidade de vender o voto por R$ 1 mil. As informações são do Bem Paraná.

A grande maioria dos alunos não acredita que os políticos representam bem a sociedade, independente de cargo ou função, sejam senadores (75,4%), deputados federais (74,3%), deputados estaduais (74,7%), vereadores (67,3%), governador (77,8%) ou o presidente da República (81,8%). Somente 1,66% dos entrevistados disseram participar ativamente de audiências públicas, contra 12,76% que participam às vezes e 85,6% que nunca participaram ou não sabem do que se trata.

Outros 2,79% dos estudantes afirmaram atuar em entidades (Ongs) e 2,57% de associações, diante dos 89,6% que nunca participaram de Ongs e 86,18% dos que jamais atuaram em associações de bairros. Os que participam “às vezes” somaram 10,4% no caso das Ongs e 11,25% no das associações.

Esse distanciamento se reproduz em relação à política estudantil. Apenas 5,54% deles declararam participar ativamente dos grêmios estudantis, enquanto 13% participam “às vezes”, contra 81,4% de alunos que nunca participaram ou sequer sabem da existência dessa instância de representação. De acordo com o levantamento, 56% disseram jamais terem participado de manifestações, enquanto 38% foram algumas vezes e apenas 5,9% declararam participar ativamente.
Apesar disso, mais de 80% dos alunos acreditam que a educação política deveria estar presente nas escolas (53,6% concordam totalmente com a ideia, e 27,8% concordam parcialmente – foram 18,6% os que afirmaram discordar total ou parcialmente).

Além disso, 37,6% acham que o jovem de 16 anos está preparado para votar, contra 36,3% dos pesquisados, por sua vez, creem (parcial ou totalmente) que não. E 41,2% concordam totalmente e 18,2% parcialmente com a obrigatoriedade do voto. Mas apenas 33% dos pesquisados com idade entre 16 e 18 anos disseram já ter feito o título de eleitor.

Desinformação – A pesquisa também mostra alto grau de desinformação em relação às instituições políticas e suas funções. Responderam não saber o que é a Constituição Federal 41,2% dos alunos. Também 41% dos estudantes não sabem dizer o que faz um deputado estadual, assim como 33% não têm ideia do que faz um juiz, e 39,3% dizem o mesmo do Ministério Público.

A pesquisa detectou ainda que o principal meio de informação para 31,48% dos estudantes é a internet – a TV apareceu em segundo lugar, com 28,9%. Os jovens elegeram como problemas mais graves nos seus municípios a saúde (26,2%), a segurança (16,3%), o desemprego (15,9%), o saneamento básico (15,5%) e a educação (10,5%). Outro indicador interessante é que mais de um terço dos estudantes (34,3%) diz colaborar com a renda familiar.

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