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Como construir a Foz dos nossos sonhos?

3 de outubro de 2017
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Não há caminho para a construção de um modelo ideal de sociedade, cidade, país ou estado sem o uso coerente da razão. É preciso, além da boa intenção, racionalizar e compreender os mecanismos sociais, econômicos, históricos e culturais de cada município ou região.

As autoridades, públicas e políticas, devem, a priori, antes de qualquer ação estrutural, estabelecer uma autêntica conexão com o contexto e o panorama da comunidade. Os moradores, numa mesma sintonia, reconhecer a própria realidade social e às origens de cada demanda, seja política, social ou econômica.

Todos – autoridades e sociedade – podem movimentar-se na mesma direção do esclarecimento e do conhecimento, a partir de pesquisas, números e estatísticas, desmistificando conceitos ultrapassados, crenças e ‘achismos’ limitadores.

Sem uma base lógica e uma coerência histórica e social, será impossível, no mínimo, inviável, identificar quais os principais gargalos ou necessidades de qualquer região ou cidade, para implantar um autêntico projeto de desenvolvimento político, econômico, urbano e social.

As soluções para impulsionar o desenvolvimento em todos os setores passam, indubitavelmente, pelo processo de reconhecimento e identificação dos principais problemas estruturais e também pelos meios (políticos, sociais, financeiros e tecnológicos) para suplantá-los rumo à adoção de mecanismos eficientes e assertivos voltados para as necessidades das cidades e das pessoas.

Mudaremos as realidades quando compreendermos como o mundo, as sociedades, as cidades e o pensamento coletivo funcionam. Precisamos entender a lógica social, a história das comunidades e meios para promover as transformações necessárias a favor do bem coletivo.

Esse modo de agir demanda, sobretudo, muita pesquisa e estudo, pois a complexidade urbana na atual sociedade moderna, em tempos líquidos e solúveis, amplia, naturalmente, a exigência de modelos complexos de investigação para identificarem-se novas soluções e alternativas para promover o pleno desenvolvimento.

Antes de qualquer ação, precisamos entender, realmente, as razões que levam ou levaram às condições consideradas negativas na sociedade. Somente a partir de um diagnóstico apurado e minucioso, teremos, de fato, as bases e as diretrizes estruturantes para estabelecer um plano de reordenamento público e um projeto coeso de desenvolvimento social.

A construção da Foz do Iguaçu dos nossos sonhos, acredito, passa por todo este processo. Reconhecimento e identificação, de autoridades e da própria sociedade, análise histórica, política, social e econômica, por um novo planejamento e por uma estratégica eficaz norteada por bases sólidas e estratos realistas.

Este é o meu sonho e tenho certeza absoluta que seja o mesmo de todos vocês, iguaçuenses ou não, apaixonados por esta terra cosmopolita, de belezas naturais inigualáveis, de contrastes e de uma peculiar miscigenação de ideias e pensamentos.

Lanço, assim, um estudo aprofundado sobre o perfil, o contexto histórico e uma análise detalhada sobre Foz do Iguaçu e região, para dar sustentação às minhas ideias e propostas para o progresso regional, em todos os setores.

Apresento a todos vocês um projeto social, amparado por uma estratégia moldada pela coerência e pela razão, que precisa, acima de tudo, do apoio das demais autoridades, da sociedade, das pessoas e de diferentes grupos de interesse, neste enorme desafio para colocar Foz do Iguaçu no rumo do pleno desenvolvimento, na construção da cidade dos nossos sonhos, em harmonia com progresso regional em diferentes setores e esferas da sociedade. Conto com vocês!

Phelipe Mansur é coordenador regional da Casa Civil no oeste do Paraná

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