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Revista expõe intimidade suspeita entre o presidente OAS, preso na Lava-Jato, e Gleisi Hoffmann

5 de maio de 2015
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Revista expõe intimidade suspeita entre o presidente OAS, preso na Lava-Jato, e Gleisi Hoffmann

Ucho Haddad

Perna curta – A cada dia que passa a senadora petista Gleisi Helena Hoffmann (PT) fica mais atolada no Petrolão. Matéria da revista Época traz revelação que complica a situação da ex-chefe da Casa Civil. “O presidente da OAS, Léo Pinheiro, preso até a semana passada, tinha livre acesso ao gabinete de Gleisi Hoffmann também investigada na Lava Jato, quando ela ocupava a Casa Civil”, destaca a publicação.

“Pinheiro fez cinco visitas a Gleisi para falar de negócios da empreiteira, que doou R$ 1 milhão para a campanha dela ao Senado em 2010. O assunto voltou à baila em depoimento que Gleisi prestou à PF em abril”, assinala a revista.

O depoimento de Gleisi, no final de abril, continua rendendo dores de cabeça à petista. A senadora admitiu em depoimento à Polícia Federal ter solicitado contribuições a pelo menos cinco das grandes empreiteiras investigadas na Operação Lava-Jato, mas negou ter recebido dinheiro do doleiro Alberto Youssef ou do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa. O ex-ministro Paulo Bernardo da Silva (Planejamento e Comunicações) também negou que tenha intermediado pedido de dinheiro a Paulo Roberto ou a Youssef para a campanha da mulher ao Senado, em 2010.

O problema é que a doação do R$ 1 milhão em dinheiro da Petrobras para Gleisi está incontestavelmente bem documentada. A denúncia foi feita pelos dois principais delatores da Lava-Jato, Costa e Youssef, que dependem da comprovação de suas informações para manter os benefícios que receberam da Justiça em termos de redução de penas e regime prisional.

O ex-diretor da Petrobras informou que, em 2010, foi abordado por Paulo Bernardo (então ministro do Planejamento de Lula, condição que o colocava em posição decisiva para incluir, ou não, grandes obras no cronograma do governo), que lhe solicitou R$ 1 milhão para a campanha da mulher, Gleisi, que disputaria vaga no Senado.

Paulo Roberto Costa repassou o pedido de Paulo Bernardo a Youssef que providenciou o dinheiro e o entregou, em espécie, em quatro parcelas, ao dono de um shopping no centro de Curitiba. O empresário teria repassado o dinheiro a Gleisi. Interrogada pelo delegado Thiago Machado Baladary no último dia 14 de abril, na sede da PF em Brasília, Gleisi disse que nem mesmo conhece Youssef. As evasivas da senadora tornam-se cada vez mais insustentáveis à medida que novas revelações esclarecem a intimidade do casal com empresários envolvidos nas investigações da Operação Lava-Jato.

Paulo Bernardo e Gleisi podem negar qualquer acusação no âmbito do Petrolão, até porque a Constituição Federal garante ao cidadão a não produção de provas contra si, mas não se pode esquecer que o ex-ministro já utilizou a lavanderia de Youssef para alvejar recursos de campanha eleitoral, quando o petista concorreu à Câmara dos Deputados. O intermediador da operação de branqueamento de capitais foi o ex-petista André Vargas, investigado na Lava-Jato e preso na carceragem da Polícia Federal de Curitiba.

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