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Câmara de Toledo revoga honraria concedida a Henrique Pizzolato

11 de dezembro de 2013
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Vereadores de Toledo, no Oeste do Paraná, aprovaram a revogação do título de cidadão honorário concedido ao ex-diretor de marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, condenado a 12 anos e sete meses de prisão por envolvimento no escândalo do mensalão. A votação foi apertada (10 x 9) e, para ter validade, precisa ser aprovada em segundo turno, na próxima sessão ordinária, que ocorre segunda-feira (16).

A honraria foi concedida em 1994, quando os parlamentares reconheceram a importância da militância de Pizzolato na cidade do Oeste, onde ele fundou o Sindicato dos Bancários e foi candidato derrotado a prefeito. Pizzolato também disputou, sem êxito, o governo do Estado, em 1992, anota Luiz Carlos da Cruz, na Gazeta do Povo.

O vereador Tita Furlan (PV), um dos que apresentaram a proposta de revogação do título, disse que “a partir do momento em que ele [Pizzolato] se tornou um criminoso e foragido, não merece mais ostentar o título”.

O parlamentar afirma, ainda, que o regimento interno da Câmara não permite a concessão da honraria para pessoas que desenvolveram algo pela cidade por interesse pessoal. Segundo Furlan, na justificativa para conceder o título de cidadão a Pizzolato, consta que ele trabalhou pela cidade ao fundar e presidir o primeiro Sindicato dos Bancários. “Essa era uma situação em que ele tinha interesse pessoal”.

O presidente da Câmara, Adriano Remonti (PT), foi um dos ferrenhos defensores da manutenção do título. “Quando você concede um título de cidadão honorário é como adotar um filho. Se este filho faz algo de errado dez ou vinte anos depois, você não vai ao cartório e diz que não quer mais o filho”..

Para Remonti, a revogação foi política e motivada por parlamentares “que querem aparecer”. Durante a sessão, ele pediu para declarar seu voto contra o projeto antes mesmo do término da votação. O vereador Tita Furlan criticou essa decisão, porque o presidente só vota quando há empate. “Não concordei com isso, nem iria precisar o voto de minerva, pois o resultado seria 10 a 8”, disse. A sessão teve debates acalorados e durou quase sete horas.

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