17 de março de 2013

André Gonçalves
Gazeta do Povo
Em conflito com o prefeito Gustavo Fruet (PDT) devido ao fim do subsídio estadual para a tarifa de transporte integrado da Região Metropolitana de Curitiba, o governador Beto Richa (PSDB) diz que foi coerente ao decidir não manter a ajuda. “Não há problema nenhum de perseguição porque mudou prefeito. Estava previsto o subsídio acabar em maio”, declarou. Ao longo de 12 meses, o auxílio representa um aporte de R$ 64 milhões para ajudar a equilibrar as contas do sistema.
Em entrevista concedida no Congresso Nacional, na última quarta-feira, após uma reunião com 23 governadores sobre mudanças no pacto federativo, Richa também falou sobre os planos do PSDB para eleição de 2014 e os problemas de relacionamento com o governo federal. O tucano elogiou a presidente Dilma Rousseff, mas disse que não tem tido “uma boa interlocução com o governo federal” e citou a falta de êxito nas parcerias com a Casa Civil, chefiada pela paranaense Gleisi Hoffmann (PT). “Nós temos preferido tratar direto com os outros ministérios”, afirmou.
Na terça-feira, os governadores do PSDB jantaram com o senador Aécio Neves. A candidatura dele a presidente já está definitivamente consolidada?
O que ele nos falou na reunião é que quer olhar para o lado e ver que tem companheiros. Também confirmou que tem toda disposição [de concorrer]. Aécio é um político determinado; já demonstrou isso ao longo da sua vida. Lembramos que, quando ele foi candidato à presidência da Câmara dos Deputados [em 2001], ainda era muito jovem [tinha 40 anos] e teve êxito porque conseguiu ter um grande poder de articulação. Depois se transformou em um grande governador de Minas Gerais, um dos mais importantes estados do Brasil. Aécio tem uma enorme bagagem e o PSDB estaria muito bem representado com ele. Se houver outros interessados, podemos até ter prévias ou o que for. Mas hoje me parece que ele é o que mais une o partido e com mais potencial para ser nosso representante.
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