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Político só deveria ter foro em caso de corrupção, diz ministro da CGU

6 de dezembro de 2018
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O ministro da CGU (Controladoria Geral da União), Wagner Rosário, que continuará no cargo na gestão de Jair Bolsonaro (PSL), defende que políticos só tenham foro privilegiado em casos relacionados a corrupção. Acusações homicídio, brigas de trânsito e outras questões sem ligação com prejuízos ao patrimônio público deveriam ser julgadas em primeira instância mesmo que tivessem acontecido durante o mandato, disse ele, em entrevista ao UOL nesta semana, em seu gabinete, em Brasília.

“Não tem por que você ter foro para isso. O foro não contempla essa finalidade”, afirma Rosário. Em maio, o STF (Supremo Tribunal Federal) determinou que parlamentares só tenham foro privilegiado sobre fatos ocorridos durante o mandato ou relacionados ao cargo.

Em conversa com o futuro ministro da Justiça, Sergio Moro, Rosário propôs a formação de um comitê ou “centro de governo” anticorrupção formado pela CGU, pela pasta da Justiça, pela AGU (Advocacia-Geral da União), e pelos órgãos hoje ligados à Fazenda, Receita Federal, Banco Central e CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

Capitão da reserva do Exército, o chefe da Controladoria chegou ao cargo em 2017, no governo de Michel Temer (MDB). Foi cumprimentado por Bolsonaro com uma continência militar na Base Aérea de Brasília há duas semanas, momento em que foi confirmado no cargo a partir de 2019.

link da matéria
https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2018/12/05/ministro-cgu-politico-foro-corrupcao.htm

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